- Nº 2706 (2025/10/9)

Professores na rua por melhores carreiras

Trabalhadores

«Para a carreira melhorar, continuamos a lutar». Esta foi uma das muitas palavras-de-ordem que marcaram o desfile de professores promovido, no dia 4, pela FENPROF, que marchou pelas ruas de Lisboa.

A acção, além de um forte momento de luta, assinalou o Dia Mundial dos Professores, comemorado no dia 5, sob o mote «Unidos pelos professores, unidos pelo futuro».

Durante o desfile, que foi do Arco do Cego à sede do Governo, professores vindos de todo o País ergueram cartazes com diferentes reivindicações, como «Carreira atractiva», «Aposentação justa» e «Horários adequados». Em todos eles, a mesma frase: «Isto não vai com aura. Vai com luta!».

 

Valorizar carreiras

Durante o percurso, Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, explicou aos jornalistas que é preciso revalorizar o estatuto da carreira docente (ECD), «e não, como pretende o Ministério, prolongar [o processo] até 2027», sublinhou, entendendo que esta decisão «não resolve o problema».

Já na sede do Governo, assegurou que «a FENPROF não assinará qualquer acordo que empurre a conclusão do processo de revisão do ECD para lá de 2027, nem aceitará que a estrutura da carreira, os índices, a valorização salarial e a avaliação de desempenho não sejam matérias prioritárias».

«Exigimos uma carreira mais curta, com 26 anos para chegar ao topo e a recuperação integral do tempo de serviço», frisou, garantindo que só com a valorização será possível colmatar as vagas deixadas pelos milhares de docentes que se aposentarão nos próximos anos.

 

Rapidez ou demora?

«Quanto à questão do pacote laboral, se vier a ser aprovado nos modos em que está, claramente colocará em causa o direito à greve na educação», assinalou o Secretário-Geral. «Para este Governo, a alteração da legislação laboral – mais de 100 artigos – pode ser feita em dois meses. O estatuto da carreira nunca em menos de dois anos», denunciou.

Uma delegação do PCP, integrando Paulo Raimundo, Secretário-Geral, Jorge Pires e Paula Santos, da Comissão Política do Comité Central, e Teresa Chaveiro, do CC e da DORL, saudou o desfile.