Ana Paula Tavares vence Prémio Camões
A escritora nascida em 1952 no Lubango, na província de Huíla, tornou-se na segunda mulher africana a ser galardoada com o maior prémio literário para a língua portuguesa, após a conquista por parte de Paulina Chiziane, em 2021, juntando-se ainda a autores absolutamente incontornáveis como José Saramago, Maria Velho da Costa ou Chico Buarque. Ao vencer a 37.ª edição do Prémio Camões, a escritora angolana ombreia com seus compatriotas Pepetela (que venceu em 1997) e Luandino Vieira (que venceu em 2006, apesar de ter rejeitado o mesmo).
O júri destacou a «dicção do seu lirismo sem concessões evasivas e com os seus livres compromissos da produção em crónica e em ficção narrativa», na atribuição deste galardão que deixa feliz a autora pois, segundo a própria, «é um «prémio para a poesia e um prémio para as mulheres».
Esta atribuição vem valorizar o prestígio, profundidade e impacto transversal de livros como “Ritos de Passagem”, “O Lago da Lua”, “A Cabeça de Salomé” e “Diz-me coisas amargas como os Frutos” que, a par de muitos outros, formam uma obra indispensável para a compreensão e apreciação da literatura em língua portuguesa e, em particular, da literatura angolana.




