Trabalhadores dos transportes municipais exigem reposição de carreiras e aumento salarial

Motoristas e outros profissionais dos transportes municipais realizaram na sexta-feira, 9, uma greve de protesto em várias cidades do País, exigindo a reposição das carreiras profissionais e a valorização salarial.

A adesão foi total no Barreiro, Bragança e Sintra, atingiu 95% nos SMTUC de Coimbra e 63% na Nazaré, provocando ainda perturbações nos serviços de Alcácer do Sal, Sines e Portalegre. Durante a manhã daquele dia, trabalhadores de Coimbra e do Barreiro concentraram-se à porta das câmaras municipais, reivindicando soluções para problemas há muito denunciados pelo STAL.

Na origem da paralisação está a desvalorização da profissão, especialmente dos que exercem funções de Agente Único e dos mecânicos das oficinas, cujas carreiras foram “amassadas” com a implementação da Lei 12-A/2008, que as integrou na carreira geral de Assistente Operacional. Até 2008, o salário-base destes trabalhadores (734,62 euros) era cerca de 63% superior ao Salário Mínimo Nacional (SMN) da época (450 euros). Hoje o salário-base é o SMN.

Reivindicações

A greve foi decidida no plenário nacional de 17 de Setembro, envolvendo trabalhadores dos serviços de transportes colectivos de várias autarquias do País. O STAL responsabiliza os autarcas e o Governo pela realização desta greve, que, «ao persistirem no desprezo pelas justas reivindicações destes profissionais, obrigam à luta e à greve como único caminho possível para fazer ouvir as suas reivindicações», que passam pela manutenção dos serviços públicos municipais de transporte colectivo; reposição das carreiras profissionais, nomeadamente a de Agente Único; aumento salarial mínimo de 15%, com acréscimo de, pelo menos, 150 euros; elevação do subsídio de refeição para 10,50 euros diários; atribuição do Suplemento de Penosidade e Insalubridade; respeito pelo gozo integral dos dias de férias; melhoria das condições de trabalho.

O STAL enviou formalmente propostas ao Governo, através dos secretários de Estado da Administração Pública e da Administração Local, que ainda não obtiveram resposta.



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