PCP denuncia ingerência e intimidação dos EUA na América Latina e Caraíbas
«O PCP denuncia e condena as graves e inaceitáveis chantagens, ameaças e acções belicistas da Administração Trump contra a República Bolivariana da Venezuela e outros Estados da América Latina e das Caraíbas, como é o caso da Colômbia, que se enquadram nos propósitos de imposição da dominação do imperialismo norte-americano sobre esta região», refere um comunicado do Gabinete de Imprensa do Partido, emitido no dia 28.
«Os EUA têm vindo a incrementar acções de ingerência, de chantagem e de intimidação visando diversos países na América Latina e Caraíbas, como o Brasil, a Colômbia, Cuba, o México, a Nicarágua ou a Venezuela», acrescenta, sublinhando que, neste contexto, a instalação de «significativos meios militares ofensivos dos EUA junto à República Bolivariana da Venezuela e as recorrentes acções de provocação que estes protagonizam no Mar das Caraíbas constituem uma grave ameaça à soberania e aos direitos dos povos latino-americanos e caribenhos e à paz e segurança nesta região».
Assumem igualmente particular gravidade, para o PCP, o «escandaloso reconhecimento por parte da administração norte-americana, presidida por Trump, da “autorização” de operações da CIA contra a Venezuela, a par da explícita admissão da possibilidade de uma agressão a este país, sob um qualquer alegado pretexto, utilizado para esconder as reais intenções de imposição do domínio e do saque por parte dos EUA». Os comunistas consideram que a escalada de ameaças de intervenção e acção subversiva do imperialismo representam a continuação, agora por meios militares, da política de ingerência, de bloqueio e de desestabilização que prossegue há décadas «com vista a derrotar o processo bolivariano e o que este representa para o povo venezuelano, assim como para os povos de todo o mundo, de afirmação de soberania, de defesa de direitos e de opção por um caminho progressista».
O PCP denuncia ainda a «escandalosa atribuição do há muito desacreditado “prémio Nobel da Paz” a uma personagem de sinistro registo antidemocrático, como é Corina Machado». Esta opção, acrescenta, constitui «mais uma vergonhosa manobra que é contrária à Paz e que não só se insere como constitui um incentivo à escalada de provocações e ameaças intervencionistas por parte do imperialismo norte-americano».
Deplorando o «silêncio do Governo português face às sérias ameaças dos EUA contra a República Bolivariana da Venezuela e outros Estados latino-americanos e caribenhos», o PCP considera que este deve adoptar uma postura consentânea com os princípios da Constituição da República Portuguesa e condenar a frontal violação do direito internacional por parte dos EUA. Reafirma, ainda, a sua solidariedade com a Venezuela Bolivariana e a luta do povo venezuelano em defesa da sua pátria, assim como com a luta dos povos cubano, colombiano, nicaraguense, brasileiro e de outros povos latino-americanos e caribenhos.




