Problemas nos edifícios da Justiça e despedimento colectivo na Coindu
Quando chove dentro do Tribunal de São João Novo, no Porto, o PCP volta a denunciar a degradação das condições de trabalho e de atendimento nos edifícios da Justiça. A situação tornou-se pública após a divulgação de vídeos que mostram água da chuva a cair no interior do Tribunal e depois de o DIAP do Porto ter sido obrigado a adiar diligências processuais por falhas de electricidade, água e internet.
Numa pergunta ao Governo, o PCP recorda que tem vindo a apresentar, há várias legislaturas, propostas e resoluções para resolver o problema das infra-estruturas judiciais, mas que os sucessivos governos têm adiado as soluções. Apesar de a reabilitação do edifício de São João Novo constar do plano de actividades do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça para 2025, nada foi ainda concretizado.
Processo de deslocalização
A Direcção da Organização Regional de Braga do PCP dá conta de uma pergunta dos deputados comunistas ao Governo sobre um novo despedimento colectivo na Coindu, na unidade de Joane, em Vila Nova de Famalicão, atingindo 258 trabalhadores, poucos meses depois do despedimento de 137 trabalhadores, através da aplicação de lay-off e extinção de muitos contratos a termo. Foi também encerrada a unidade nos Arcos de Valdevez.
Segundo os comunistas, a empresa beneficiou de 3,9 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e havia arrecadado cerca de 200 mil euros de apoios estatais, entre 2021 e 2022. «O Governo não pode ficar indiferente», havendo «fundadas evidências que se pode tratar de um processo de deslocalização», alerta o Partido.




