«Caminhada» de reformados em Lisboa
A Inter-Reformados e a União dos Sindicatos de Lisboa organizaram, na tarde de quarta-feira, dia 22, uma «Caminhada por Respeito e Melhores Pensões», desde a Alameda D. Afonso Henriques, até ao Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, onde foi aprovada uma moção, dirigida à ministra.
Os reformados e as duas estruturas da CGTP-IN exigem do Governo, designadamente: aumento justo das pensões e reformas, em cinco por cento, num valor mínimo de 70 euros, de modo a garantir «melhores condições de vida a todos os reformados e pensionistas».
Defendem o «direito a serviços públicos universais e de qualidade, principalmente na Saúde, na Segurança Social e nos transportes», e uma rede pública de equipamentos e serviços de apoio aos idosos.
Foi salientada a «necessidade de respostas contra o aumento do custo de vida, nomeadamente, o impacto nos orçamentos familiares dos custos crescentes com a alimentação e habitação».
Pronunciaram-se pela «defesa e reforço da Segurança Social pública, universal e solidária» e pela «rejeição total da proposta de pacote laboral apresentada pelo Governo».
O coordenador da União, João Coelho, considerou que esta «caminhada» foi «mais um passo para construir a marcha nacional» de 8 de Novembro, convocada pela CGTP-IN. O dirigente rejeitou «a chantagem do défice e discursos que tentam abrir caminho à privatização e aos cortes nos apoios sociais».
Lembrou que, no distrito de Lisboa, há 40 mil idosos sem médico de família, recusando «que se diga que não há dinheiro para o SNS, quando há milhares de milhões, em benefícios fiscais, para os grandes grupos económicos e financeiros, perdões fiscais à banca, milhões para entregar à indústria da guerra».




