Na Autoeuropa para rejeitar o pacote laboral

Paulo Raimundo integrou uma acção de contacto junto dos trabalhadores da Autoeuropa, em Palmela, na passada terça-feira. Inserida na acção nacional «Outro rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças», esta acção serviu também para o reforço da mobilização para a grande Marcha Nacional, deste sábado.

A luta dos trabalhadores reforça-se todos os dias

Pouco depois das 14 horas, já se começavam a juntar os comunistas que, com a coluna numa mão e a propaganda na outra, se preparavam para mais uma acção de esclarecimento contra o pacote laboral.

São perto de cinco mil os trabalhadores que, todos os dias, passam as portas da Autoeuropa. Trabalhadores cujas dificuldades contrastam, em muito, com aquilo que produzem para a empresa. Em 2024, a Autoeuropa fechou o ano com o segundo melhor resultado de sempre - mais de 250 mil unidades produzidas nesta que é a maior fábrica de automóveis no País. Os responsáveis? Os trabalhadores.

Abrir caminho
Integrando-se na acção, o Secretário-Geral foi prontamente cumprimentado por um conjunto de trabalhadores que se encaminhavam para iniciar o seu turno, expressando confiança e esperança. Vários eram os trabalhadores que, quer introduzindo um compasso de espera na sua entrada, quer retardando ligeiramente a sua saída, ficavam à conversa com aqueles que distribuíam a propaganda. Assim se vê a importância da ligação do Partido aos locais de trabalho, assim como de um presença constante e próxima.

Mais tarde, em declarações à comunicação social, Paulo Raimundo afirmou que não estamos perante «uma coisa qualquer», mas sim «um grande golpe», por parte do Governo. Mesmo com uma correlação de forças negativa, no plano institucional, «não é impossível derrotar este pacote laboral», pois a «força dos trabalhadores não é menor do que a correlação de forças».

Mobilização e acção
A luta dos trabalhadores reforça-se todos os dias. Numa acção do SITESUL/CGTP-IN, no dia anterior, foram cerca de 1500 os trabalhadores que assinaram o abaixo-assinado da CGTP-IN, só na Autoeuropa. Este sábado irão, em unidade e com toda a sua força, rejeitar o pacote laboral!

 



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