Em luta nos portos, IPSS hotelaria, museus e CTT
As últimas semanas têm sido marcadas por diversas acções de luta dos trabalhadores de diversos sectores – administrações portuárias, IPSS, museus e monumentos nacionais, correios e hotelaria.
Greves, plenários e concentrações
Os trabalhadores das administrações portuárias de vários pontos do País e do Terminal de Sines têm estado a cumprir períodos de greve de 48 horas, exigindo o cumprimento do acordo de Dezembro de 2024 entre o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) e estas entidades, designadamente no que se refere à atribuição de mais uma base remuneratória e à adequação do cálculo da remuneração horária ao Código do Trabalho.
No balanço das greves realizadas até ao dia 3, o SNTAP critica o «silêncio total por parte do Governo […] quanto ao incumprimento do acordo», considerando que «tudo parece indicar que não haverá solução até ao fim da greve em curso», não restando aos trabalhadores «outra opção que não seja prolongar a luta».
O sindicato denuncia, particularmente, a intransigência do Ministério das Finanças, cujo controlo sobre as administrações portuárias classifica como «anacrónico, desajustado e excessivo».
IPSS
Os trabalhadoresterminam amanhã uma «Quinzena de Luta», iniciada no dia 27, por aumentos salariais de 150 euros para 2026, valorização das carreiras e 35 horas semanais, denunciando-se as actualizações insuficientes dos salários saídas da negociação com a CNIS. Numa publicação referente a um plenário na APPACDM de Braga, no dia 3, o CESP destaca que estes trabalhadores não são valorizados apesar de desempenharem «um papel essencial no apoio às populações mais vulneráveis».
Hotelaria
Cerca de 40 trabalhadores do Hotel Ritz, em Lisboa, concentraram-se na manhã de dia 31 à porta do estabelecimento, em defesa do CCT negociado entre a FESAHT e a patronal AHP. A federação da CGTP-IN, em comunicado dessa data, refere que não se compreende que a hotelaria viva «os melhores de resultados financeiros e turísticos de sempre» enquanto continua a aplicar a maior precariedade e os mais baixos salários no País.
Museus e monumentos
Na empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, continua a greve em dias feriados dos trabalhadores de portaria e vigilância que levou, no dia 1, ao encerramento de equipamentos como o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu Soares dos Reis e o Palácio de Mafra – e que decorre desde Abril. A Federação da Função Pública sublinha que os trabalhadores exigem a justa compensação pelo trabalho prestado aos feriados.
CTT
Os trabalhadores têm realizado greves parciais em todo o País, pela melhoria das suas condições laborais e pela garantia de um serviço público de maior qualidade. Foi o caso da Moita, no período da tarde de dia 31, com adesão total, mas também na Maia, em Lisboa, em Taveiro, no Montijo e na Baixa da Banheira.




