- Nº 2711 (2025/11/13)Uma delegação do PCP, dirigida por Paulo Raimundo, contactou com os trabalhadores da Casa da Moeda, em Lisboa. Em declarações à imprensa, o dirigente criticou o Governo por «não ter em conta a realidade do País» na sua proposta de pacote laboral.
Logo pela manhã, às 7h15, já a delegação comunista estava à porta da Casa da Moeda. Nas mãos tinham molhos de panfletos alusivos à proposta de pacote laboral avançada pelo Governo, prontos a serem entregues aos trabalhadores.
«O Governo apresenta medidas que não têm em conta a realidade do País», criticou o Secretário-Geral quando questionado pelo imprensa. Serve-se de «propaganda, ilusão e está profundamente capturado» – juntamente com «PSD, CDS, Chega e IL» – «por aqueles que querem impor mais precariedade, mais desregulação dos horários de trabalho e aqueles que querem despedir sem justa causa. Estão capturados pelos grandes interesses», acrescentou.
Instantes antes, o dirigente comunista admitira que existem elementos a serem alterados na lei laboral, mas não os que o Governo aponta, mas sim impor o «fim de precariedade, dos falsos recibos verdes, da constante pressão sobre os contratos a prazo que empurram milhares de trabalhadores, em particular os mais jovens, para a instabilidade brutal».