Greve nos bares dos comboios pelo cumprimento do AE
Os trabalhadores da ITAU, que asseguram o serviço nos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, da CP, fizeram greve nos dias 6 e 7, mantendo vigílias de protesto em Santa Apolónia e na Campanhã.
Os acordos, alcançados pela luta, têm de ser cumpridos pelos patrões
A concessionária, a quem a CP entregou o serviço em Abril, é acusada de não cumprir o Acordo de Empresa (AE), Os trabalhadores, a FESAHT/CGTP-IN e os sindicatos da Hotelaria do Sul e do Norte exigem, em concreto: escalas que respeitem os limites de oito horas diárias e 35 horas semanais; o pagamento do trabalho ao sábado e domingo com um acréscimo de 25 por cento; subsídio de refeição de 11,50 e 13,00 euros; diuturnidades no valor de 20 euros cada; pagamento dos prémios de responsabilidade e do subsídio de transporte.
A recusa patronal de cumprimento integral do AE «é ilegal e constitui uma afronta aos trabalhadores que, de forma justa, lutaram durante muitos anos pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho», afirmou a federação, num comunicado a anunciar a luta.
Nas condições do concurso público, «graças à luta dos trabalhadores», a CP reforçou, nos últimos três anos, a verba que atribui ao vencedor da concessão, recordou a FESAHT, salientando que a ITAU «tem capacidade para pagar os valores previstos no AE de 2025 e para respeitar, na íntegra, os direitos dos trabalhadores».
Nos dois dias de greve, a adesão foi total, no Norte, e os comboios saíram de Campanhã com os bares encerrados. A Sul, a adesão foi total em 18 ligações e os bares apenas abriram em três, nas quais, segundo o sindicato, a adesão foi de 60 por cento.
No dia 7, de manhã, realizou-se uma concentração em Lisboa, frente à sede da CP, cuja intervenção junto da ITAU é exigida. A administração não recebeu os representantes dos trabalhadores, que lhe deixaram uma missiva, reiterando o pedido urgente de reunião, enviado há semanas.
De viva voz, Bruno Dias, do Comité Central do PCP, reafirmou a solidariedade do Partido com estes trabalhadores.
Servigaia tem de cumprir
Fizeram greve anteontem, dia 11, os trabalhadores da Servigaia que prestam serviço na Super Bock, em Leça do Balio (Matosinhos). Organizados no SINTAB, decidiram recorrer à luta porque a empresa não está a cumprir o acordo obtido, em Maio. Além de aumentos salariais, assinalou o sindicato, o acordo previa que fosse negociada a regulamentação e regularização da laboração contínua, mas houve «manifesta falta de vontade» patronal.




