Espinho pela cultura

Na ponta do distrito de Aveiro, com pouco mais de 20 quilómetros quadrados, encontramos o concelho de Espinho. Casa do festival Cinanima e do espaço que o acolhe, o Centro Multimeios de Espinho, local que António Filipe fez questão de visitar na sua passagem pelo distrito.

Uma cidade que «crescia entre o trabalho das fábricas e a agitação do mar», mas que «era nas escolas e nos cafés que se trocavam ideias, projectos e sonhos», assim se definia Espinho, numa exposição dedicada a António Gaio, fundador do cineclube local. Espinho, a cidade onde o nome das ruas é substituído pela ordenação numérica das mesmas, tem uma história riquíssima, motivo pelo qual fez tanto sentido aproveitar esta paragem para reflectir sobre o estado da cultura no País.

Antes do visionamento da curta-metragem “Void Spaces”, de Marta Koch, o tempo preencheu-se com uma conversa sobre este festival de animação e o centro onde ele decorre. «É fantástico quando os estudantes descobrem que conseguem fazer cinema de animação», passam a conseguir «reflectir sobre a criação» e encontrar «diferentes soluções artísticas», apontam os organizadores. «Desde o início que se apostou muito na dimensão formativa», isto nota-se, por exemplo, nas relações estabelecidas com escolas e faculdades. Esta aposta surge da concepção de que a cultura é muito mais que o consumo de diferentes peças e objectos, a cultura é uma arma do povo para a garantia que nunca se esquece da sua história e sua natureza. A sua democratização e valorização é indispensável no Portugal de Abril!

 



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