Coimbra sai à rua para defender o Hospital dos Covões
Na sexta-feira, 14, realizou-se uma manifestação em Coimbra, entre a Ponte de Santa Clara e a Câmara Municipal (CM), em defesa do Hospital Geral dos Covões e do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Durante o percurso, foram entoadas palavras de ordem como «Covões sim, encerramento não».
A acção foi convocada em conjunto pela Associação Juntos pela Saúde no Centro, pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, pela União dos Sindicatos de Coimbra/CGTP-IN e pelos sindicatos dos Enfermeiros Portugueses (SEP), dos Médicos da Zona Centro, dos Técnicos de Diagnóstico, dos Trabalhadores em Funções Públicas do Centro, de Hotelaria do Centro e dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas.
Para estas organizações, o Hospital dos Covões tem sido, ao longo dos anos, «o alvo a abater dos diferentes protagonistas políticos, com a anuência explícita das administrações que se têm sucedido».
Em nota de imprensa, os promotores denunciaram o encerramento progressivo de especialidades médicas e a transferência de profissionais para outras unidades, nomeadamente para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). A situação agravou-se com o fim da referenciação de doentes à urgência dos Covões através do INEM e da linha Saúde 24, sendo dadas instruções às corporações de bombeiros para não encaminharem pacientes para aquele serviço.
A administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra anunciou recentemente a «requalificação» da urgência em Centro de Atendimento Clínico (CAC), medida que os organizadores consideram uma tentativa de «tapar o sol com a peneira». Criticam também o «desrespeito absoluto» pelos profissionais, que foram informados do encerramento da urgência a 30 de Outubro e, no dia seguinte, receberam ordens para se apresentarem noutros locais de trabalho.
Já em frente à CM, Paulo Anacleto, do SEP, denunciou a forma encapotada como o encerramento foi anunciado, destacando que nem a Administração da ULS nem o Governo vieram a público justificar a decisão. Antes de entrar no edifício, onde uma delegação foi recebida pela presidente da Câmara, o dirigente defendeu que a medida é errada, reduzirá a capacidade dos serviços públicos de saúde e apenas visa beneficiar o «negócio da doença».




