Luta de todos os enfermeiros
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses apelou a que todos os profissionais de enfermagem adiram à greve geral de 11 de Dezembro. Numa nota publicada anteontem, dia 18, o SEP/CGTP-IN convocou a luta para os três turnos (noite, manhã e tarde), salientando que «a gravidade das propostas de alteração à legislação laboral (pacote laboral e Acordo Colectivo de Trabalho) impõe que os enfermeiros dos sectores público, privado e social se juntem a todos os trabalhadores, na sua rejeição».
Aos motivos para fazer greve na Administração Pública acresce a rejeição da proposta de Acordo Colectivo de Trabalho apresentada pelo Ministério da Saúde para os enfermeiros que exercem nas instituições do SNS. É preciso, reclama o SEP, pôr termos a «horários desregulados, entraves à progressão, injustiças, desigualdades e ataques aos direitos». O sindicato reafirma que «há soluções» e apela à luta «pela defesa e reforço do SNS, por uma vida de trabalho digna e condições de aposentação justas, por um ACT que harmonize e defenda todos os enfermeiros, pela valorização da carreira de enfermagem e correcção de injustiças, pela defesa dos direitos que a Constituição consagra».
Nos sectores privado e social, a luta tem também razão acrescida, perante «as tentativas de entrave e retrocesso dos acordos colectivos de trabalho e acordos de empresa dos enfermeiros». Da associação patronal da hospitalização privada (APHP), o sindicato e os enfermeiros reivindicam 35 horas de horário semanal, horários regulados (sem adaptabilidade nem banco de horas), aumento da compensação pelo trabalho em horas penosas, um acréscimo remuneratório mensal de 10 por cento, incluindo subsídio de Natal e férias, para quem trabalha por turnos e com horários desfasados.




