- Nº 2713 (2025/11/27)Uma viagem pela Europa marcou os últimos dias desta campanha. Junto das comunidades portuguesas em Genebra, Paris e Londres, afirmou-se a importância do contacto directo com os nossos compatriotas que tiveram de fazer a sua vida afastados.
«É fundamental ter um contacto directo com os nossos compatriotas, que vivem fora do território nacional, para me poder aperceber dos seus problemas, da sua realidade concreta.» Assim afirmou António Filipe antes de se colocar a caminho de uma viagem de três dias onde couberam muitas conversas, apoios e calor de camaradas espalhados pela Europa.
Portugal é um dos países com a mais elevada taxa de emigração, ao todo, são mais de um milhão e meio de portugueses espalhados pelo mundo, longe da sua casa. As causas que sustentam este facto são várias, desde os muitos que fugiram da miséria provocado pelo fascismo, aos fenómenos mais recentes que levaram centenas de milhares, entre eles muitos jovens, a procurar uma vida distante da precariedade e das dificuldades que se vão acentuando. Nos países visitados por António Filipe, esta realidade vê-se de forma clara. 203 855 na Suíça, 156 295 no Reino Unido e 564 000 em França, este é o número de portugueses em cada uma destas terras (segundo dados do Observatório da Emigração). Cada um deles uma pessoa diferente, uma história e motivos diferentes para ter abandonado o País, mas a mesma importância em manter uma relação próxima com a sua casa e os desejos de um Portugal melhor para se voltar.
O primeiro dia, em Genebra, iniciou-se com uma visita ao Consulado-Geral de Portugal onde, numa conversa com Leonor Esteves, Cônsul-Geral, e quatro trabalhadores portugueses, afirmou-se a importância de mais apoios e recursos para os emigrantes. Noutra reunião, com os Conselheiros do Conselho das Comunidades Portuguesas, ouviram-se as preocupações da comunidade. Por ocasião de uma entrevista, visitou-se ainda a Rádio Arremesso, uma emissora que faz todos os seus programas em português. O dia findou com um jantar na Associação Democrática dos Trabalhadores Portugueses de Genebra.
Em Paris, o dia arrancou com um almoço, seguido de uma reunião com os representantes dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, onde se discutiram as dificuldades do mundo do trabalho e a importância da banca pública para os emigrantes. Visitou-se ainda a colectividade Alegres do Norte, símbolo do associativismo fora de portas, antes de um jantar e um momento de homenagem ao 25 de Abril.
Por fim, em Londres, contactou-se com muitos portugueses na Little Portugal, localizada entre Stockwell e Vauxhall. António Filipe confessou um «enorme orgulho por contactar directamente com a comunidade portuguesa que aqui vive e trabalha», destacando a importante história e natureza desta zona. As raízes de um povo tão à vista num sítio tão distante da sua casa, fica assim mais uma prova de que vale a pena lutar por um País mais justo para todos.
«A proximidade com as comunidades portuguesas tem de ser um compromisso permanente», afirma António Filipe sobre este importante contacto. A «vontade de unir quem está dentro e fora de Portugal» pelos valores de Abril e da Constituição é o mote desta candidatura, que todos os dias se reforça e alarga.