PCP condena as acções golpistas na Guiné-Bissau
O PCP condenou veementemente as acções levadas a cabo por um auto-proclamado “alto comando militar” que colocaram em causa a ordem constitucional da República da Guiné-Bissau e o funcionamento das suas instituições, impedindo o anúncio dos resultados das eleições legislativas e presidenciais previsto para dia 27 de Novembro, invadindo a sede de campanha do candidato presidencial Fernando Dias da Costa e sequestrando Domingos Simões Pereira, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e líder do PAIGC, assim como outros responsáveis políticos e cidadãos guineenses.
Numa nota de imprensa sobre a situação naquele país africano, divulgada no dia 28 do mês passado, o PCP, solidarizando-se com o povo guineense, «insta ao imediato estabelecimento da ordem constitucional democrática na Guiné-Bissau, ao fim das perseguições e à imediata libertação de Domingos Simões Pereira e de todos os responsáveis políticos e cidadãos guineenses que foram ilegal e arbitrariamente detidos e ao pleno respeito da legítima vontade do povo guineense expressa nas recentes eleições legislativas e presidenciais realizadas no passado dia 23 de Novembro, com o anúncio dos resultados eleitorais».
Um grupo de militares golpistas tomou o poder na Guiné-Bissau suspendendo o processo eleitoral, designando um presidente e nomeando um governo dito “de transição”. Umaru Sissoko Embaló, viajou para o Senegal e, depois, para a República do Congo.
É amplamente denunciada a tentativa de Umaru Sissoko Embaló, e dos interesses que este representa, de através da encenação de um “golpe de Estado” tentar impedir o anúncio dos resultados eleitorais, que apontam para a derrota da sua candidatura.
Fernando Dias, o anunciado candidato vencedor das eleições presidenciais, é alvo de ameaças, tendo solicitado protecção à CEDEAO. Domingos Simões Pereira, outros dirigentes do PAIGC e de outras forças políticas, assim como outros cidadãos guineenses, continuam arbitariamente detidos pelos militares golpistas, sendo denunciado que estão a ser sujeitos a privações e a maus tratos. Entretanto, a sede do PAIGC em Bissau foi brutalmente assaltada por polícias do Ministério do Interior.
A União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) suspenderam, respectivamente, a participação da Guiné-Bissau de ambas as organizações, que continuam a agir para o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau e a conclusão do processo eleitoral interrompido.




