Com a CDU o povo de Sines retomou a construção do seu futuro

No domingo, 30, num participado e animado almoço-comício em Sines, Paulo Raimundo congratulou-se com a grande vitória da CDU nas autarquias do concelho, teceu duras críticas à política do Governo e exortou à mobilização para a greve geral.

Agora é o tempo do trabalho, da honestidade e da competência

Nesta que foi a primeira grande acção naquele concelho do Litoral Alentejano após a conquista pela CDU da Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia de Sines, foi em ambiente devfraternal convívio e de grande confiança e combatividade que o Secretário-Geral do PCP interveio perante as cerca de 150 pessoas que preencheram o pavilhão onde decorreu a iniciativa.

Uma confiança que advém desde logo dessa grande vitória eleitoral ali alcançada em Outubro último, passados que foram 20 anos. A comprovar, salientou Paulo Raimundo, «que é possível, mesmo no difícil quadro em que estamos, crescer, avançar e conquistar».

Esta mesma questão merecera já a atenção dos dois oradores que antecederam o líder comunista.

Álvaro Beijinha, presidente da Câmara, o primeiro a intervir, detalhou as razões que do seu ponto de vista abriram caminho à vitória da CDU, pondo o acento tónico no «esforço de um grande colectivo», no «trabalho, na capacidade de união, na grande camaradagem».

A mesma leitura teve André Martelo, do CC e responsável pela Organização Regional do Litoral Alentejano, também ele chamado a intervir por Ana Dias, da Organização Concelhia de Sines do PCP, a quem coube dirigir o comício e em cuja mesa estiveram, além dos oradores, Sílvia Jeremias, presidente da Junta de Freguesia de Sines, Sandra Garcia, da DOR do Litoral Alentejano do PCP, Ângelo Alves, da Comissão Política e responsável pela Direcção Regional do Alentejo, Manuela Pinto Ângelo, do Secretariado do Comité Central.

«Em toda a região e aqui em Sines a CDU foi um grande espaço de convergência que juntou comunistas, ecologistas e muitos independentes que fazem desta força o que ela é. Afirmando as nossas propostas e programas ao serviço deste território, colocando o trabalho, a honestidade e competência ao serviço das populações», afirmou André Martelo, que se mostrou convicto de que, «olhando para a força que a CDU tem na região», «com trabalho e perseverança», será possível recuperar a gestão de municípios como Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém ou Odemira.

Vencer desafios
O que se impõe agora, no que se refere tanto a Sines como a todos os municípios onde a CDU é força maioritária ou intervém em minoria, é «não defraudar as expectativas», destacou Álvaro Beijinha, realçando o muito trabalho e os desafios que a Coligação tem pela frente, face até ao quadro de «problemas gravíssimos» deixados pela gestão PS, desde a «desorganização» aos «serviços desmotivados», desde as «centenas de processos por decidir» às «péssimas condições em que estão os jardins, as calçadas e as ruas».

«Agora é o tempo do trabalho, da honestidade e da competência. Agora é o tempo de pôr as populações a serem construtoras e protagonistas da vida melhor nesta que é a sua terra», asseverou, por sua vez, Paulo Raimundo, falando do presente e do futuro.

Futuro esse que para ser de justiça e progresso social, implica, forçosamente um firme combate à política do Governo PSD/CDS, às suas opções e aos interesses que serve e protege.

E desde logo ao seu Orçamento do Estado, talhado «às ordens de Bruxelas» e «ao serviço dos grande grupos económicos e das multinacionais, os tais dos 32 milhões de euros de lucros diários e que todos os dias fogem ao pagamento de três milhões de euros em impostos», censurou o dirigente comunista.

Orçamento do Estado que é «uma peça de um puzzle onde tudo se encaixa para uma política desastrosa», advertiu ainda o líder do PCP, exemplificando com o «desmantelamento do SNS, o assalto à Segurança Social, as privatizações – esses crimes económicos com a corrupção que lhes está associada, a entrega da habitação à especulação e o aumento do custo de vida».

Não ao pacote laboral!
Mas também o pacote laboral, essa outra peça destruidora de direitos ao serviço do patronato que, se fosse por diante, «facilitaria ainda mais os despedimentos, generalizaria anda mais a precariedade, desregularia ainda mais os horários, fragilizaria ainda mais direitos laborais, sindicais, de maternidade e paternidade».

E é por tudo isso e pela gravidade de tudo o mais que nele está presente que o pacote laboral é alvo do generalizado repúdio do mundo do trabalho, como se comprovou pela manifestação do passado dia 8 que mobilizou mais de 100 mil pessoas nas ruas de Lisboa.

Luta essa que tem de prosseguir e desde logo com a intensificação da acção de esclarecimento e mobilização em curso com vista a assegurar o êxito da greve geral de dia 11. Uma acção que passa, insistiu Paulo Raimundo, por desmontar toda a trama de «propaganda da direita e do grande patronato, assente numa série de mitos, repetidos até à náusea, para enganar os trabalhadores e procurar convencê-los de que este pacote laboral é bom para eles».

Depois de denunciar o que considerou «uma das maiores operações de mistificação, de deturpação e de reescrita da História» - numa alusão às iniciativas em torno do 25 de Novembro, o Secretário-Geral do PCP deteve-se ainda no tema das presidenciais, para valorizar a candidatura de António Filipe, realçando ser este «o Presidente do povo, dos trabalhadores, da juventude», «o Presidente de cada um dos artigos da Constituição», «o Presidente que garante que se cumpre e se faz cumprir a Constituição».

 



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