Pela criação e fruição cultural
Já da parte da tarde, realizou-se, no espaço cultural Maus Hábitos, uma conversa com agentes culturais sob o mote: «Cultura, participação popular, direito a criar e fruir».
Inês Maia, produtora cultural; Rui Vaz Pinto, livreiro e membro da direcção da livraria cooperativa UNICEPE; Matilde Geada, estudante da FBAUP e Susana Ralha, música e professora, formaram a mesa desta sessão onde se discutiram, não só os problemas de hoje e o estado do acesso à criação e fruição cultural, como se deixaram apontamentos sobre o caminho que importa construir para o sector.
António Filipe destacou a relevância constitucional da cultura na democracia portuguesa. «A cultura é a própria democracia. A democracia sem cultura é amputada», afirmou. Deu ainda o curioso exemplo do cinema, onde «vale a pena ver a ficha técnica de um filme até ao fim», para ver a quantidade de trabalhadores que, trabalhando com «horários desumanos», estão sujeitos a um regime de constante precariedade e ansiedade relativamente ao seu futuro. Concluindo, clamou ainda: «a cultura, para mim, não é o sal da democracia é o próprio cerne da democracia».
No final da sessão, o mandatário distrital Silvestre Lacerda entregou a António Filipe uma prova do apoio de mais de 200 agentes da cultura, técnica e ciência, do distrito, à sua candidatura.




