CLARA REJEIÇÃO DO PACOTE LABORAL

«Enorme afirmação de força e unidade dos trabalhadores»

O Comité Central do PCP reuniu na passada segunda-feira, 15 de Dezembro, e apreciou os recentes desenvolvimentos da situação nacional e da luta de massas, as eleições para Presidente da

República, aspectos da situação internacional, abordou a intervenção e reforço do PCP e definiu as suas prioridades de acção.

 

A greve geral de 11 de Dezembro foi uma poderosa demonstração de força e unidade dos trabalhadores e uma clara rejeição do pacote laboral.

Saudando a CGTP-IN e o Movimento Sindical Unitário, todos os trabalhadores, protagonistas e construtores da histórica greve geral, o PCP considera que esta constituiu uma expressiva resposta dos trabalhadores, com um apoio generalizado aos seus objectivos.

A greve geral contou com o envolvimento, adesão e mobilização dos trabalhadores, muitos deles pela primeira vez, com vínculos efectivos e vínculos precários, de trabalhadores imigrantes, com a participação destacada da juventude e das mulheres. Foi uma greve com forte impacto na indústria, serviços, transportes, cultura, no sector privado e no sector público.

A Greve Geral afirmou a força de quem trabalha, constituiu uma marca na vida nacional e impôs novos elementos no quadro político e social.

A força e unidade dos trabalhadores rejeitou de forma clara e evidente o pacote laboral do capital, a quem PSD, CDS, Chega e IL deram e dão voz.

Bem podem recorrer ao ridículo para tentar diminuir o seu impacto. Podem entrar em negação ou dar agora cambalhotas, que, por muito que lhes custe, o pacote laboral foi definitivamente rejeitado em cada empresa, praça de greve, concentração e manifestação, que envolveram milhares de trabalhadores e amplas camadas da população e da juventude.

Perante a dimensão da rejeição do pacote laboral e por maiores que sejam as manobras em curso,

para manter e garantir ainda mais precariedade e os despedimentos, ou mais ataques aos horários de trabalho e aos salários, o único caminho possível é a sua retirada, na totalidade.

São muitos os compromissos assumidos pelo Governo com os grupos económicos e as multinacionais. É, por isso, que se mostra tão apressado em tentar aproveitar o quadro actual, desde logo institucional, para impor uma política desastrosa, que conta ora com o apoio do PS, como se viu na votação do Orçamento do Estado para 2026, ora com o apoio do Chega e da IL, como se está a ver no pacote laboral, entre tantas outras medidas.

Uns e outros vão-se articulando enquanto os trabalhadores, o povo e a juventude vão enfrentando o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, o ataque à Segurança Social e à escola publica, a negação do direito à habitação, o aumento do custo de vida, os baixos salários, as baixas pensões e reformas, o alastramento da pobreza.

Por isso mesmo, a poderosa expressão da greve geral contribui para o isolamento do caminho em curso e abre a perspectiva de ampliação da frente social de luta para o derrotar.

A força imensa que se libertou no quadro da greve geral constitui uma onda não só de resistência mas também de esperança na construção da alternativa que se impõe, assente na valorização dos salários e direitos dos trabalhadores, na defesa dos serviços públicos, da produção nacional, no aproveitamento das potencialidades do País, no desenvolvimento e soberania nacional.

 

O País, os trabalhadores, a juventude precisam que cada um dos seus direitos inscritos na Constituição sejam realmente concretizados nas suas vidas.

Precisam de alguém que, no cargo de Presidente da República, seja a sua voz, alguém em quem confiam e que seja a expressão dos seus interesses e anseios.

Precisam de um Presidente comprometido com o povo, ao seu serviço e ao serviço de um Portugal independente e soberano.

António Filipe é o candidato que cumpre todos e cada um desses requisitos e, por isso mesmo, a sua candidatura vai somando apoios e alargando-se, sempre a mais pessoas.

António Filipe é o candidato da esperança, dessa esperança aberta por Abril e que alguns tentam apagar.

Cada voto em António Filipe é um voto contra o caminho desastroso que o País está a percorrer.

É um voto pela mudança de que o País precisa.

O PCP apela a todos que não se deixem condicionar pelas pressões e chantagens e assumam nas suas mãos a candidatura de António Filipe.

 

O PCP saúda e apela à intensificação da luta dos trabalhadores, das populações e dos jovens e

reafirma a sua inabalável confiança na sua força e capacidade transformadora.

Uma luta e um caminho de esperança por uma vida melhor que conta, como contou sempre, com o apoio, envolvimento e mobilização do PCP. Um compromisso que se vai intensificar, desde logo com a acção que o PCP está a realizar nas empresas e locais de trabalho, sob o lema: «Outro rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças».

 

Num tempo marcado por perigos, mas também por potencialidades, o PCP reafirma o seu compromisso de sempre para, com os trabalhadores, o povo e a juventude, prosseguir a luta para derrotar a política de direita, derrotar o pacote laboral e abrir caminho à alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.