- Nº 2716 (2025/12/18)

Nove ilhas em luta nos Açores

Em Foco

Com expressão em toda a região, a greve geral fez-se sentir das grandes ilhas açorianas, como o Faial, às de média dimensão, como as Flores (onde a empresa privada de autocarros teve todos os motoristas em greve), à mais pequena de todas, o Corvo, onde encerraram a escola e o serviço de fisioterapia da unidade de saúde local.

Um dos sectores onde mais se sentiu o impacto da luta foi o dos transportes aéreos, sobretudo pela adesão dos trabalhadores do IPMA. Segundo informam os camaradas da região, dos nove aeroportos dos Açores, apenas dois funcionaram com técnicos de meteorologia, inviabilizando a aterragem e descolagem de aeronaves nos restantes.

No sector privado, assinalam-se importantes expressões de adesão à luta, como as mais de uma centena de trabalhadores em greve na Cofaco e na Pronicol. Na comunicação social, particularmente RTP e Antena 1 Açores, verificaram-se efeitos ao longo de todo o dia, como a ausência do telejornal das 13h00 e o cancelamento de outros programas.

Na região, realizaram-se, ainda, três participadas concentrações, todas com centenas de trabalhadores, em Ponta Delgada, em Angra do Heroísmo e na Horta.

O público parou

A função pública foi um sector que aderiu de forma particular à greve, sendo de notar o encerramento (ou adesões superiores a 90 por cento) de quase todas as escolas, creches e ATL do arquipélago.

A greve foi, ainda, sentida na saúde, com os três hospitais públicos apenas a cumprir os serviços mínimos, e com diversas unidades e centros de saúde encerrados ou a registar fortes perturbações, com médias de adesão superiores a 85 por cento.

Além disso, não se realizaram abates de animais em todos os matadouros da região, propriedade do Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas, tendo a grande maioria destes estado encerrada.