- Nº 2716 (2025/12/18)

Viseu sente forte impacto

Em Foco

No distrito de Viseu, a greve geral teve um impacto muito significativo, com o encerramento de dezenas de escolas e fortes perturbações nos serviços de saúde, transportes e noutros sectores públicos e privados, evidenciando a força da mobilização dos trabalhadores.

Na educação, encerraram 73 estabelecimentos de ensino. Nos transportes, a adesão foi muito elevada: na Transdev atingiu 98% e, em Viseu, na Barrelhas-MUV, dos 90 autocarros escalados não saiu nenhum; em Tondela, dos 40 apenas um circulou, enquanto em Cinfães não funcionou o transporte escolar. Na HUF (sector automóvel) em Tondela, a adesão foi de cerca de 70%.

A paralisação foi também expressiva na saúde. O Hospital São Teotónio, em Viseu, funcionou com serviços mínimos, com 97% de adesão entre assistentes operacionais e 95% entre enfermeiros. No Hospital de Tondela, a adesão dos assistentes operacionais foi de 95% no 1.º turno e 100% no 2.º, enquanto no Hospital de Lamego a adesão dos enfermeiros rondou os 90%.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro dá ainda conta que na restauração e hotelaria foram «muitos os trabalhadores que aderiram à greve», com destaque para o Hotel Montebelo, com adesão de 40 por cento, e o Motel Terra Cálida, ambos em Viseu.

Ao final da manhã realizou-se uma concentração no Rossio, em Viseu. Destaque para a unidade dos trabalhadores, visível em piquetes conjuntos de empresas do sector automóvel em Tondela (Akwel e HUF) e no forte piquete da Berrelhas, empresa que assegura o transporte urbano de Viseu, resultado de um intenso trabalho prévio de mobilização em todo o distrito.