- Nº 2716 (2025/12/18)
Também noutros serviços públicos, como repartições de Finanças, tribunais, conservatórias e Segurança Social, se registaram níveis elevados de adesão.
Os trabalhadores das autarquias locais e do sector empresarial local aderiram em força à greve geral. O STAL começou por destacar que não houve recolha do lixo, nos primeiros horários nocturnos, nos municípios de Amadora, Évora, Loures, Moita, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Viana do Castelo, com paralisação quase total em Vila Franca de Xira, Lisboa e Almada, e adesão muito elevada em Coimbra, Funchal, Guimarães e Leiria. A adesão continuou elevada de manhã, afectando muitos serviços municipais por todo o País.
Pouco depois do meio-dia, a FENPROF emitiu uma nota, realçando que, por parte de docentes e investigadores, a greve teve «proporções históricas, com centenas de escolas encerradas, uma enorme paralisação e uma mobilização que ultrapassa todas as expectativas».
Entre os médicos do Serviço Nacional de Saúde, a adesão à greve foi de cerca de 80 por cento, segundo a FNAM, que imputou ao primeiro-ministro e ao Governo a responsabilidade por encerramentos integrais de blocos operatórios, adiamentos de cirurgias programadas e suspensão de consultas nos cuidados de saúde primários e hospitalares.
Na noite de dia 11, o SEP deu conta de «uma fortíssima adesão» por parte dos enfermeiros, contestando declarações do Governo e explicando que os enfermeiros em greve, mas a prestar serviços mínimos, contam como aderentes à greve.
O SEP revelou também, cerca das 18h30, informação sobre a greve nos hospitais privados e do sector social. Com índices de adesão total, referiu quatro serviços na CUF Tejo, o atendimento permanente na CUF Sintra e Viseu, a oncologia na Luz Lisboa, os turnos da manhã nos lares e cuidados continuados da Misericórdia de Castelo Branco, os da manhã e da tarde na Misericórdia da Sertã, no lar da Misericórdia do Fundão e os três turnos do Hospital Privado de Azeitão.