- Nº 2716 (2025/12/18)

Centenas concentraram-se em Viana do Castelo

Em Foco


No distrito de Viana do Castelo, a greve geral teve particular impacto no sector público, tendo paralisado muitas escolas, tribunais e outros equipamentos da administração local. Quatro creches encerraram e dois lares funcionaram apenas em serviços mínimos. 75 por cento dos trabalhadores aderiram à paralisação no Hospital de Santa Luzia e a recolha de lixo não funcionou durante a noite.

No sector privado, destaca-se a paragem de produção na Browning Viana, forçada pela adesão à greve de cerca de 300 trabalhadores (90 por cento). Ainda na indústria, registam-se diversos níveis de adesão e a realização de piquetes na Enercon, Uchyiama, DS Smith, ZF Fornelos, ZF Gemieira, na Mephisto e Gestamp. No comércio, apesar de várias pressões e trocas de horário na véspera, 50 por cento dos trabalhadores do Lidl estiveram em greve, expressão significativa que se repetiu na Zara.

Entre as 10h00 e as 13h00, cerca de 200 trabalhadores participaram numa concentração na Praça da República, em Viana do Castelo. Além das informações sobre a adesão à greve, vários delegados e dirigentes sindicais deram conta dos motivos da grande adesão dos trabalhadores à greve.