- Nº 2716 (2025/12/18)No distrito do Porto, da indústria transformadora ao sector público, foram muitos os milhares de trabalhadores que aderiram à greve geral e, assim, à luta contra o pacote laboral e por uma vida melhor. Na tarde de dia 11, milhares estiveram concentrados na Avenida dos Aliados, no coração da cidade portuense.
No distrito do Porto, a greve geral reflectiu a unidade e determinação de todos os trabalhadores que se empenharam na construção de uma das suas maiores jornadas de luta na história do País.
Numa nota de imprensa, a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP, para lá de saudar a greve geral e todos os trabalhadores que nela participaram, salienta a adesão verificada nas empresas da indústria transformadora. Na Preh, Hutchinson, DS Smith, Inapal Metal, Ficocables, AAPICO e Groz-Beckert, por exemplo, registaram-se adesões de entre 70 a 90 por cento. Já na indústria das bebidas, destaca-se a SuperBock cuja produção foi completamente paralisada.
No comércio, estiveram encerradas diversas lojas.
Nos serviços públicos
No sector público também se registou uma elevada adesão: no ensino encerraram centenas de escolas e cantinas por todo o distrito; na saúde contabilizaram-se adesões entre os 70 e os 90 por cento e, nas lavandarias hospitalares, adesões na ordem dos 80 por cento; vários serviços encerraram ou ficaram condicionados nas autarquias locais.
Nos sector dos transportes, na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), no Metro, CP e aeroportos, apenas se realizaram os serviços mínimos. Na rede UNIR, dezenas de motoristas estiveram em greve.
A recolha de resíduos urbanos foi outro dos sectores fortemente afectados. Dos centros de recolha, a DORP destaca a adesão de entre 70 a 90 por cento no Porto e no Marco de Canaveses.
Na área da arquitectura, a par de um forte impacto em gabinetes por todo o distrito, salienta-se o encerramento da Casa da Arquitectura. Garantindo o encerramento do bar e cantina e um forte condicionamento na produção de programas, também os trabalhadores do Centro de Produção do Norte da RTP estiveram paralisados.
No sector da cultura, entre outros, encerrou o Centro de Cinema Batalha.
Na concentração
Na cidade do Porto, à semelhança de muitos outros locais, realizou-se uma concentração. Milhares afluíram à Avenida dos Aliados, onde usaram da palavra Filipe Pereira, coordenador da União dos Sindicatos do Porto, Inês Branco, dirigente do CESP, Orlando Gonçalves, do Sindicato da Função Pública do Norte, Joana Jesus, do Sindicato da Hotelaria do Norte, José Gonçalves, do SNTSF, e João Vitória, do SITE Norte.