Utentes do Litoral Alentejano exigem resposta do Governo

A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano declarou total solidariedade com a greve geral de 11 de Novembro, destacando que a defesa dos serviços públicos é essencial. A região enfrenta graves carências: cerca de 25 mil utentes sem médico de família, falta de 100 enfermeiros na Unidade Local de Saúde, extensões que abrem apenas uma vez por mês e tesourarias das Finanças a funcionar uma vez por semana. No Hospital do Litoral Alentejano, mais de 20% das consultas e cirurgias excedem os tempos máximos garantidos.
As Comissões apelam ao Governo e ao primeiro-ministro para resolverem estas situações, defendendo a contratação de profissionais de saúde, aplicação da dedicação exclusiva com remuneração adequada e construção da maternidade no hospital da região. Exigem também mais trabalhadores para os serviços públicos, redução do IVA da electricidade e gás de botija, regulação dos preços dos combustíveis e a passagem para o sector público de empresas como EDP, Galp, CTT e Brisa.
Mais recentemente, os utentes alertam que os nascimentos na «berma da estrada» e «dentro de ambulâncias» são um flagelo crescente na região e no País. Reclamam, por isso, que o Governo suspenda o encerramento das maternidades de São Bernardo, em Setúbal, e Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, defendendo a criação da Maternidade no Hospital do Litoral Alentejano.

 



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