- Nº 2716 (2025/12/18)

Chumbada proposta de 1050 euros de salário mínimo em Janeiro

PCP

O Parlamento discutiu, no dia 10, a iniciativa do PCP para aumentar o salário mínimo nacional (SMN) para 1050 euros já em Janeiro de 2026. O projecto de resolução foi rejeitado com os votos contra de PSD, CDS e IL e abstenção do PS.

Lusa


«O PCP, mais uma vez, proporcionou a oportunidade para que a Assembleia da República decida o aumento do SMN […], estimulando, dessa forma, o aumento geral dos salários e a valorização das carreiras e profissões», sublinhou Paulo Raimundo, no debate.

«O aumento dos salários é um imperativo, o aumento do SMN é uma emergência nacional», destacou.

Para o Secretário-Geral, as forças da política de direita insistem numa falácia, a «velha cassete» de que é preciso primeiro aumentar a produtividade e criar riqueza para, depois, a distribuir. «A riqueza é criada todos os dias», está é concentrada nas mãos de uns poucos, explicou, acrescentando que «todos sabemos que a produtividade aumenta, e aumenta mais do que os salários, o que significa que a diferença está a ir para algum lado, e não é para os trabalhadores».

Demagogia…
Paulo Raimundo fez questão de frisar a «demagogia a roçar o insulto» presente nas recentes afirmações do primeiro-ministro, que disse pretender aumentar o SMN para 1600 euros.

«Já sabíamos que iria haver manobras às portas da greve geral, mas isto é mesmo desespero e gozar com quem trabalha», referiu.

…feita à maneira de uns poucos
O dirigente comunista criticou, ainda, aqueles que «enchem a boca com as dificuldades das pequenas empresas», enquanto continuam «sempre com os olhos postos nas benesses e reduções de impostos para as grandes empresas».

«As pequenas e médias empresas precisam que quem cá vive e trabalha tenha melhores salários e mais poder de compra», frisou, recordando, igualmente, o impacto negativo dos custos com energia, telecomunicações, crédito, comissões bancárias, seguros e rendas.