É necessário um presidente ao lado de quem trabalha
Em mais uma semana de agenda cheia, António Filipe, candidato a Presidente da República, voltou a estar junto dos trabalhadores – os mesmos que no dia 11 fizeram greve geralcontra o pacote laboral e por melhores condições de vida –, provando que entre os que exploram e os que são explorados, o candidato não tem dificuldades em escolher de que lado está.
António Filipe contactou com centenas de trabalhadores durante a passada semana
O périplo de dia 18 de António Filipe pelo distrito do Porto terminou na Junta de Freguesia de Miragaia. Uma sessão pública juntou mais de 50 membros de Organizações Representativas dos Trabalhadores, à semelhança do que se tinha sucedido cinco dias antes, num almoço em Vila Franca de Xira. De novo, para além do apoio recebido, elemento que muito orgulhou, em ambas as ocasiões, o candidato, houve espaço para passar a palavra a quem faz o País andar para a frente.
Cerca de dez representantes de trabalhadores usaram da palavra e deram a conhecer alguns dos elementos que mais afligem os trabalhadores dos seus sectores: Joana Jesus interveio pelo sector da hotelaria; Eduardo Reis, em nome dos professores; Vítor Vieira pelos trabalhadores da administração local; Eduardo Andrade, dirigente do SINTAB; Miguel Ângelo e Rita Costa, ambos do SITE; Justino Jesus abordou os problemas nos CTT; João Veloso, pelos bolseiros de investigação científica; Bruno Quelhas, pelos arquitectos; e Inês Branco, pelos trabalhadores do comércio.
Na sessão pública, em que os participantes afirmaram estar completamente contra o pacote laboral, e onde denunciaram o seu conteúdo e valorizaram a resposta dada pelos trabalhadores na greve geral de dia 11, António Filipe salientou que o País não precisa de mais precariedade, desregulação de horários de trabalho e ou de mais salários baixos. Não estamos condenados ao empobrecimento e à estagnação, afirmou, sublinhando que é a sua candidatura a que defende a dignificação das condições de trabalho.
Ferroviários apoiam António Filipe
Na manhã do mesmo dia, o candidato recebeu o apoio de mais de 100 ferroviários que deram ainda mais força ao compromisso firmado por António Filipe de defesa e valorização da ferrovia.
A lista de apoiantes foi entregue aquando de uma importante visita às oficinas de Guifões da CP, no decurso da qual recordou a necessidade de investir nos caminhos de ferro e de garantir a capacidade nacional de construção, manutenção e reparação do material circulante. Condição, aliás, indispensável para a afirmação de um Portugal soberano.
Ainda no mesmo dia, António Filipe esteve em contacto com os trabalhadores da AAPICO, na Maia. O candidato presidencial esteve acompanhado de apoiantes que trabalham na própria empresa na qual se registou uma forte adesão à greve de dia 11.
No Seixal e na Hanon
No início desta semana, António Filipe voltou a estar junto de trabalhadores, desta feita, no Seixal, junto dos trabalhadores dos serviços operacionais da Câmara Municipal do Seixal. O encontro começou pelas 7h00, momento em que o candidato saudou e se solidarizou com a luta daqueles trabalhadores. Rejeitando, novamente, um País de baixos salários, António Filipe justificou a sua presença ali por querer ser um presidente que está do lado de quem trabalha.
Este encontro foi sucedido por uma visita aos serviços centrais da mesma autarquia, onde, de secção em secção, o candidato presidencial contactou com centenas de trabalhadores. No fim da manhã, com eles se sentou e almoçou na cantina dos mesmos serviços.
A tarde foi reservada para contactar com os trabalhadores da Hanon, em Palmela. Para o dia seguinte (já a seguir ao fecho desta edição do Avante!) estava previsto um encontro com os Bombeiros Voluntários de Algueirão, em Mem-Martins.




