- Nº 2717 (2025/12/24)

PS, PSD e CDS partilham responsabilidade nos atrasos na ferrovia alentejana

PCP

A Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP denunciou, no dia 14, as diversas «manobras de ilusionismo político» referentes à intervenção na linha ferroviária entre Casa Branca e Beja. Estas, acusa o organismo, visam «alijar responsabilidades mútuas de PS e PSD nos atrasos desta intervenção».

Em causa está o anúncio da realização das obras, com a inclusão no programa Alentejo 2030 de uma verba de 80 milhões de euros para intervenção na linha entre Casa Branca e Beja. Anunciada «com toda a pompa e circunstância», a medida, afirmou o Governo, comprovava a sua determinação em garantir os meios para concretizar o investimento. Em 2022, já o executivo gerido pelo PS tinha anunciado a mesma garantia.

Para a DRA, é claro que as sucessivas operações de propaganda e anúncios dos sucessivos governos do PS ou PSD, com ou sem CDS, se saldam no «adiamento e não concretização das obras que se impõem». «Tentando um e outro sacudir as culpas, quando é claro que as responsabilidades pelo atraso na concretização destes investimentos é responsabilidade de ambos», o presente atraso é «mais um exemplo disso».

Cresce a gravidade destes atrasos quando é, desde há muito, reivindicada pela população da região esta indispensável modernização e electrificação da linha entre Casa Branca e Beja, na qual se inclui a ligação ao aeroporto, bem como a modernização da linha entre Beja e Funcheira.

Soma-se a isto, aponta a DRA, o corte de 60 milhões de euros na verba prevista para a intervenção.

PCP aponta soluções

Em coerência com a sua posição de sempre e antevendo o problema que agora é evidente, o PCP apresentou, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, a proposta de que, em 2026, fossem lançados os concursos que fossem necessários para a execução desta obra (a linha entre Casa Branca e Beja, Beja e Ourique e o ramal de Aljustrel). Tal proposta foi rejeitada com os votos contra do PSD e CDS e abstenção do PS.