Reivindicações justas em negociação e luta

Na Autoeuropa, no transporte rodoviário de mercadorias, na Auto-Estradas do Atlântico e nas misericórdias, os sindicatos da CGTP-IN apresentaram as reivindicações dos trabalhadores e exigem respostas.

Em Janeiro, os trabalhadores serão chamados a pronunciar-se em plenários


A Comissão Sindical do SITE Sul na VW Autoeuropa, num comunicado aos trabalhadores, assinalou que «já passaram cerca de seis meses desde a entrega do Caderno Reivindicativo», mas a administração «foge à discussão das matérias que realmente interessam», como é o caso do «aumento real dos salários», e tenta «introduzir matérias que nada têm a ver» com o conteúdo aprovado nos plenários.

Aos responsáveis patronais, «tudo serve» – seja a climatização da fábrica, sejam processos para superar supostas baixas de produção – «para fugir do que realmente interessa e ir empatando e adiando» a discussão do aumento salarial e do plano demográfico, entre outras matérias.

O sindicato recordou que, «enquanto isso, nas linhas de produção acentua-se a exploração, através de ritmos de trabalho extenuantes, para bater recordes de produção ano após ano».

A FECTRANS registou «a abertura demonstrada» pela associação patronal ANTRAM, nas negociações do contrato colectivo de trabalho (CCTV) do transporte rodoviário de mercadorias, publicado em 2023 e cuja vigência termina este ano.

O contrato permanece em vigor enquanto durar a negociação, e estão garantidas as actualizações salariais, nos moldes habituais, lembrou a federação, numa nota de dia 17, antecipando que o ponto de partida sindical é «a manutenção da estrutura do actual CCTV, melhorando-se os valores salariais e as cláusulas que têm sido objecto de problemas, ou que a vida veio a demonstrar que têm de ser clarificadas».

Após uma nova reunião com a ANTRAM, no dia 23, a federação e o seu sindicato STRUP emitiram uma informação a dar conta da «abertura demonstrada pela associação patronal para evoluir e aproximar-se das nossas propostas, preservando a estrutura do actual CTTV».

É aguardada a marcação de uma reunião com a associação patronal ANTP, igualmente subscritora do CCTV.

«Independentemente da evolução das negociações, o STRUP/FECTRANS irá realizar plenários no início do ano, com o objectivo de definir o posicionamento a adoptar na mesa negocial», afirma-se na nota de dia 23.

Para 2026, na Auto-Estradas do Atlântico, o CESP reivindica aumentos salariais de, pelo menos, 150 euros ou 15 por cento, estabelecendo um salário mínimo de 1050 euros e garantindo diferenciação salarial, com valorização das categorias profissionais.

Na proposta de revisão anual do Acordo Colectivo de Trabalho, o sindicato incluiu ainda a semana de 35 horas, para todos, a eliminação da escala 5/1 e sua substituição pela escala 4/2, bem como a flexibilidade de horário para pais, com filhos até aos 16 anos de idade ou portadores de doença crónica ou deficiência.

É também reivindicado um «subsídio de função» para as categorias de operador de vias automáticas de portagem (OVAP), conservação e técnico de controlo de tráfego.

Para todos os trabalhadores das santas casas de Misericórdia, o CESP continua a defender a negociação de um Contrato Colectivo de Trabalho (CCT). Com esse objectivo, refere o sindicato, num comunicado de dia 19, propôs à União das Misericórdias Portuguesas que o Acordo de Empresa desta seja transposto para CCT.

O sindicato exige a garantia de que, nessa transposição, o valor da antiguidade seja sempre acrescido ao salário-base, vencendo uma diuturnidade a cada cinco anos.

«Não aceitamos recuar nos direitos e, muito menos, que a nossa antiguidade e as nossas diuturnidades sejam absorvidas pelo valor da subida do salário mínimo nacional», sublinhou o CESP, frisando que «as diuturnidades vencidas continuam a ser devidas aos trabalhadores, como comprovam as dezenas de sentenças de tribunais de primeira instância e da Relação».

 



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