Discutem-se as consequências do trabalho por turnos
Realizou-se um encontro em torno da temática do trabalho por turnos, na Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, na última terça-feira, no quadro das eleições presidenciais.
Nesta iniciativa, ouviram-se diversas intervenções que frisaram a profunda contradição entre a situação de trabalho por turnos e nocturno e o direito constitucional à conciliação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar.
Após uma contextualização histórica das lutas pela fixação e redução dos horários, realizada por António Magrinho, trabalhador da Autoeuropa, vários trabalhadores se seguiram com testemunhos que transmitiram uma realidade marcada por abusos patronais, precariedade e instabilidade na vida.
Na sua intervenção, António Filipe destacou a importância de levar, também até às urnas, todo o inconformismo que ficou bem patente na construção e realização da recente greve geral.




