Uruguai assume presidência do Grupo dos 77 e China
O Uruguai assumiu no dia 1 de Janeiro a presidência do Grupo dos 77 e China (G77+China), que reúne 134 Estados na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e é o maior grupo de países em desenvolvimento no quadro do sistema da ONU.
A condução do grupo é renovada anualmente mediante um esquema de rotatividade regional e em 2026 a direcção cabe à América Latina e às Caraíbas. Os países da região decidiram por consenso que o Uruguai exerça o papel de coordenador e porta-voz do bloco durante o novo período.
O G77+China funciona como um espaço de articulação para que os países do “Sul Global” defendam interesses económicos comuns, reforcem a sua capacidade de negociação colectiva e promovam a cooperação Sul-Sul, especialmente nos debates económicos internacionais que se desenrolam no âmbito da ONU.
O ministro dos Negócios Estrangeiros uruguaio, Mario Lubetkin, assinalou em Montevideu que durante a sua presidência o país sul-americano dará prioridade a temas como a redução da desigualdade, a atenção a conflitos e crises humanitárias, o impacto das alterações climáticas e a defesa do multilateralismo como ferramenta central para a governação global.
O grupo representa cerca de quatro quintos da população mundial e dois terços dos Estados membros das Nações Unidas. Ademais, representa aproximadamente metade do comércio internacional de bens e um terço do intercâmbio global de serviços.
Entre os seus membros encontram-se tanto as nações mais populosas do planeta – Índia, China e Indonésia – como pequenos Estados insulares com populações inferiores a 100 mil habitantes.
Durante este ano, o Uruguai terá a seu cargo a coordenação de posições comuns e a condução de negociações importantes em nome do “Sul Global”, uma tarefa que pressupões um desafio significativo para a diplomacia do país.
A liderança internacional do Uruguai vai ampliar-se nos próximos meses. Em Março, assumirá também a presidência rotativa da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), num contexto regional marcado por ingerências e novas ameaças de intervenções militares por parte dos Estados Unidos da América, como por estes dias se viu na agressão à Venezuela.




