FMJD prepara Festival em Caracas, no Verão

O 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes está a ganhar forma: numa reunião recente dos órgãos dirigentes da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD), presidida pela JCP, foram dados passos na preparação do evento, que terá lugar no próximo Verão na capital venezuelana, Caracas.

Demonstração de unidade, determinação e confiança na luta da juventude

No comunicado emanado da reunião preparatória, realizada em Moscovo, sublinha-se que o 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes será um «momento impressivo de solidariedade com o povo palestiniano, com os povos latino-americanos e caribenhos, com os povos de todo o mundo que resistem à agressão e ingerência imperialistas». O Festival, acrescenta-se, «resultará de uma construção colectiva, liderada por milhares de jovens que se identificam com os princípios e a natureza do movimento dos festivais, que lutam por um mundo livre do imperialismo e de qualquer forma de colonialismo, fascismo e sionismo, por um mundo de paz e cooperação entre os povos».

O 20.º Festival, sublinha ainda a FMJD, continuará o legado de luta pela paz e solidariedade internacionalista da juventude democrática, pelo que a participação de jovens de todo o mundo constituirá uma «importante demonstração de unidade, determinação e confiança na luta da juventude pelos direitos, pela paz e por um mundo de justiça social e igualdade».

A Federação apela ainda à juventude e aos estudantes de todo o mundo para que, «a partir dos seus países, se unam à luta anti-imperialista, contribuam para a construção e participem no 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes».

O imperialismo não é omnipotente
A luta pela paz, contra o fascismo e a guerra, assume novamente a máxima importância, salienta a FMJD, para quem o imperialismo constitui, hoje, a mais séria ameaça encarada pela juventude e os povos do mundo.

Para a Federação, é precisamente sobre a juventude e os povos que recaem os custos da escalada armamentista, das guerras, da suposta flexibilização das leis laborais, da privatização dos serviços públicos, do retrocesso dos direitos sociais, ao mesmo tempo que os lucros dos grupos económicos e financeiros, incluindo da indústria bélica, não cessam de aumentar.

A FMJD denuncia que milhões de jovens não têm acesso suficiente a alimentos, água potável, condições básicas de higiene, cuidados básicos de saúde, acesso à educação, ao trabalho com direitos, à habitação, a condições para constituir família e viver de forma autónoma, à cultura, ao desporto ou ao lazer. Muitos, nos seus países de origem ou naqueles para onde foram obrigados a emigrar ou a procurar refúgio, enfrentam situações de discriminação, racismo, xenofobia e violência.

No entanto, a FMJD considera que «a realidade demonstra que o imperialismo não é omnipotente» e que, em todo o mundo, «os jovens resistem e lutam, participando também na resistência e na luta dos seus povos, com confiança, alegria, dedicação e criatividade, ultrapassando obstáculos e dificuldades, abrindo perspectivas para um mundo mais justo e melhor».

 



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