Ano Novo, política velha
Mensagens de ano novo de gente com poder no “Ocidente”. Exclui-se Trump porque ao que parece publicou algumas 100 mensagens na Truth Social, na maioria insultos. A sua criminosa acção posterior falou ainda mais claro.
Sete europeus na amostra. As palavras “esperança” e “paz”, praticamente obrigatórias na boca desta gente nesta quadra, não fazem o pleno: “esperança” 5, “paz” 3. E a “paz” surge para significar o contrário. Um (adivinhem quem) por duas vezes diz ir ser honesto.
Cinco reconhecem mais ou menos estar a contas com sérias dificuldades de vária ordem: económicas, políticas, sociais. Vários têm a popularidade de rastos (63% das pessoas a quem um se dirigiria declarou não o ir ouvir). Mas que tais problemas não resultam das políticas que seguem, mas de as suas “reformas” não terem ido suficientemente longe, uns na “flexibilização” da legislação laboral, outros nos “apoios sociais e no sistema de pensões”, outros em todas as políticas antipopulares e antidemocráticas que levam a cabo. E de um contexto externo adverso.
Um diz esta coisa que merece a pena ler duas vezes: «a nossa dependência estratégica em matérias primas está crescentemente a ser utilizada como alavanca política contra os nossos interesses.» Este mesmo poderia ter falado da dependência energética que lhe criaram, mas omitiu. Os alvos são outros. Nenhum refere o impacto presente e futuro do enorme aumento dos gastos militares. Todos são justificados por uma “ameaça” que pende, para uns sobre a “Europa”, para outros sobre o mundo inteiro (o “mundo livre”, evidentemente).
Prometem que a coisa vai decididamente melhorar. Desde, querem fazer crer, que se prossiga o mesmo caminho de desastre. Um, o da mensagem mais extensa, não dirá uma única coisa verdadeira. Orwell reconheceria todas elas. São eles: Keir Starmer, Friedrich Merz, Macron, Von der Leyen, Kaja Kallas, Zelensky. E Montenegro, claro. Estão bem uns para os outros.




