- Nº 2719 (2026/01/8)Paulo Raimundo participou, na tarde de dia 6, numa acção de contacto com os trabalhadores da Prysmian Celcat, em Sintra, inserida na acção nacional Outro rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças.
Ao lado de cerca de uma dezena de militantes, o Secretário-Geral levou aos trabalhadores da empresa produtora de cabos muito mais do que um «feliz ano novo»: levou uma mensagem de esperança, de que um futuro melhor é possível. E explicou, em declarações à imprensa, que se impõe não o caminho da precariedade, desregulação de horários e despedimento por justa causa proposto pelo Governo. «É precisamente o contrário. É preciso afirmar direitos», assinalou.
«Nós não temos um problema de falta de ânimo ou de recursos no País. Temos é um problema de falta de salários, condições de vida, direitos, garantias no acesso ao SNS e professores nas escolas. É isso que é preciso resolver», asseverou.
O caminho faz-se lutando
«É preciso valorizar quem trabalha, aqueles que criam a riqueza e põem o País a funcionar todos os dias», destacou.
O Secretário-Geral foi enfático ao reafirmar, perante as questões dos jornalistas, que não é insistindo no pacote laboral que o Governo vai conseguir desenvolver o País: «Isso não se faz com o pacote laboral. Faz-se com a rejeição do pacote laboral!». Para Paulo Raimundo, impõe-se como necessidade primeira do momento actual que o Executivo de Luís Montenegro retire a proposta de alteração à lei laboral de cima da mesa – que já foi derrotada na luta, com a greve geral de 11 de Dezembro, e que precisa, agora, de ser “enterrada” de uma vez por todas. «Na próxima semana, no dia 13, por convocação da CGTP-IN, vai haver uma manifestação junto à Assembleia da República. Vai ser exactamente mais um momento para afirmar a retirada da proposta», realçou (ver pág. 11).
É preciso ainda travar…
Espaço houve para recordar as muitas batalhas que os trabalhadores e o povo têm pela frente. Desde logo, e como lembraram os jornalistas numa pergunta, o pacote da habitação do Governo (discutido e votado amanhã), que, para o Secretário-Geral, não irá travar, mas aprofundar a especulação.
O dirigente comunista denunciou, ainda, o caminho aberto à privatização do SNS, o aumento do custo de vida (ver págs. 4 e 5) e os sucessivos ataques à escola pública.