Pescas, bombeiros e saúde no centro da campanha presidencial
António Filipe, candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP, esteve no dia 8 de Janeiro em Peniche e em Pedrógão Grande, em duas iniciativas de contacto direto com profissionais do sector das pescas e com bombeiros voluntários, onde recebeu manifestações de apoio e destacou problemas estruturais do País.
Em Peniche, a visita decorreu no Porto de Pesca, num encontro com pescadores e armadores que expuseram as principais dificuldades da actividade piscatória. Entre as preocupações apresentadas estiveram os baixos rendimentos, o aumento dos custos de produção, a insuficiência das quotas de pesca e a falta de apoios à modernização da frota, com impactos directos na segurança e nas condições de trabalho no mar. Foi também denunciada a desvalorização do pescado à primeira venda, em contraste com os preços ao consumidor final, penalizando os rendimentos das famílias que vivem da pesca. Durante a visita, 34 pescadores entregaram a António Filipe um documento de apoio, sublinhando a necessidade de um Presidente da República comprometido com a defesa da Constituição, da democracia e dos direitos dos trabalhadores.
Protecção civil
Já em Pedrógão Grande, António Filipe reuniu-se com a Direcção e o Comando dos Bombeiros Voluntários, destacando as dificuldades da Protecção Civil no interior do País. Foram apontados problemas como a escassez de meios humanos e financeiros, a instabilidade do financiamento e o desgaste associado a contextos de emergência prolongada. O candidato considerou que os bombeiros voluntários são a «espinha dorsal» da Protecção Civil e defendeu que o reconhecimento público tem de ser acompanhado por apoio concreto e condições dignas.
À margem da visita, António Filipe classificou como «absolutamente dramáticos» os recentes casos de mortes associadas a atrasos no socorro médico, considerando que a degradação do Serviço Nacional de Saúde justifica uma intervenção excepcional do Presidente da República junto do Governo. Para o candidato, estas situações não podem ser normalizadas e exigem investimento, coordenação e assumpção de responsabilidades políticas.




