- Nº 2721 (2026/01/22)

Povo cubano homenageia combatentes caídos na Venezuela

Internacional

Com actos massivos em todas as capitais provinciais do país, Cuba prestou homenagem aos 32 combatentes cubanos caídos durante a agressão militar dos EUA contra a Venezuela e o sequestro do Presidente, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou a importância da unidade da nação face às ameaças do imperialismo.

Em actos celebrados simultaneamente em todas as províncias de Cuba, centenas de milhares de cubanos participaram, no dia 16, numa jornada nacional de homenagem póstuma aos 32 combatentes caídos durante a agressão militar norte-americana contra a Venezuela.

Em Havana, uma multidão calculada em meio milhão de pessoas concentrou-se na Tribuna Anti-imperialista José Martí para se despedir dos internacionalistas, numa demonstração massiva de firmeza revolucionária.

Em Bayamo, capital de Granma, milhares de pessoas renderam tributo na Praça da Pátria a seis dos combatentes naturais desse território. A primeira secretária do Partido Comunista de Cuba (PCC) na província, Yudelkis Ortiz, afirmou que «estes heróis elevaram o nome de Cuba à altura do firmamento».

De igual forma, em Santiago de Cuba, a cerimónia perto da estátua de Antonio Maceo reuniu milhares de santiaguenses que acompanharam familiares de oito combatentes oriundos dessa província. A dirigente provincial do PCC, Beatriz Johnson, destacou que os caídos «eram filhos da Revolução formados no princípio de que defender a liberdade de um povo irmão é como defender a própria liberdade».

Por sua vez, em Holguín, largas centenas de pessoas juntaram-se no Parque Calixto García, onde o primeiro secretário do PCC na província, Joel Queipo, ressaltou a mensagem de firmeza combativa legada pelos heróis. Os restos mortais de cinco combatentes holguineiros receberam honras, antes da sua trasladação para o Panteão dos Heróis.

Em Pinar del Rio, uma multidão silenciosa prestou homenagem ao major Yoel Pérez Tabares. Durante a cerimónia, a primeira secretária provincial, Yamilé Ramos, afirmou que «a nossa melhor homenagem será cultivar a unidade imprescindível entre os revolucionários e afiançar o anti-imperialismo como princípio inexpugnável da Revolução».

«Imperialismo fez-nos anti-imperialistas»

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ressaltou a vocação anti-imperialista do povo cubano e alertou para a importância de manter a unidade da nação face às ameaças do imperialismo norte-americano. Na segunda jornada de homenagem aos 32 combatentes caídos na Venezuela, o chefe do Estado de Cuba salientou que a agressão dos EUA confirma o carácter depredador do imperialismo.

«O povo de Cuba não é anti-imperialista por manual, o imperialismo fez-nos anti-imperialistas», afirmou o presidente na Tribuna Anti-imperialista José Martí, na capital. «Mas não só Cuba, o mundo será cada vez mais anti-imperialista a partir desse acto contra todas as normas internacionais», afirmou.

Enfatizou a relação histórica entre unidade e vitória: «Todas as vitórias do povo cubano estão associadas à solidez da unidade. Cada vez que se dividiram as forças patrióticas, perdemos. Cada vez que se uniram, vencemos». Advertiu que os inimigos da nação conhecem esta dinâmica e «apostam em romper essa unidade». E assinalou que «as actuais ameaças do imperialismo lembram as de quase todas as administrações norte-americanas controladas pelos chamados “falcões”, partidários da guerra».

Miguel Díaz-Canel considerou que as novas gerações de cubanos assimilam e projectam os ensinamentos da Revolução, mantendo viva a tradição de resistência frente às agressões externas.