- Nº 2721 (2026/01/22)

Afirmou-se na Ascenza Agro a rejeição do pacote laboral

PCP

Paulo Raimundo participou, no dia 14, numa acção de contacto com os trabalhadores da Ascenza Agro, empresa com uma fábrica na zona industrial da Mitrena, em Setúbal.

O corrupio de trabalhadores, que entravam e saíam do refeitório à porta do qual decorreu a iniciativa, não impediu que o Secretário-Geral, acompanhado de outros militantes comunistas, incluindo João Frazão, da Comissão Política, distribuísse folhetos informativos a quem passava.

Nem impediu que, com cada documento entregue, pudesse despontar uma conversa, um diálogo sobre a vida que vai mal, o salário que não chega ao fim do mês ou a falta de condições laborais na empresa.

Em declarações à imprensa, Paulo Raimundo sublinhou a necessidade de se continuar a lutar «contra o pacote laboral, pormelhores salários e condições de vida». Nesse sentido, só mesmo o PCP sabe, como afirmou, de que lado está «entre o capital e o trabalho»: «opta sempre sempre pelos trabalhadores».

Não é demais recordar que a Ascenza é uma empresa com um recente historial de fortes acções de luta. Na greve geral de Dezembro passado, a adesão alcançou os 80 por cento. Em 2024, também se registam importantes adesões às greves no início do ano, contra o anúncio de um despedimento colectivo na empresa.

Se recuarmos a Outubro de 2021, também se pode recordar a «greve histórica na Ascenza», como então afirmou o SITE Sul, que parou totalmente a produção e quebrou o «clima de intimidação e medo que reina há cerca de 40 anos nesta empresa».