Interior não pode ficar sem jornais

Numa audiência na comissão parlamentar de cultura no dia 20, abordando oanunciado fim da distribuição de jornais no Interior, Alfredo Maia considerou que, sendo muitas as causas para o declínio das vendas de publicações periódicas, «há fundamentalmente um problema estrutural […] que é o fomento da leitura».

O deputado assinalou que, como têm defendido os comunistas, é necessária uma aposta na aquisição de publicações periódicas não só por bibliotecas de escolas e municípios, como, também, pelo movimento associativo popular, podendo envolver, inclusive, recursos públicos no Orçamento do Estado.

Alfredo Maia questionou a administração da Vasp, representada na audiência, sobre a natureza dos compromissos concretos assumidos pelo Governo com a empresa. Recorde-se que a principal distribuidora de jornais no País anunciou que iria deixar de operar nas regiões do Interior, por não as considerar rentáveis.

Em resposta a esta e outras perguntas, um administrador da Vasp referiu que, apesar de uma recente reunião com a ANMP, não lhe foi comunicada nenhuma proposta do Executivo quanto ao assunto. Resposta semelhante deu o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, também ouvido neste dia.

 



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