MURPI denuncia «camas fantasmas» e exige respeito pelos direitos dos idosos
Mais de oito centenas de pessoas permanecem internadas em camas hospitalares por longos períodos, sem qualquer justificação clínica, uma situação que o MURPI classifica como grave e socialmente injusta.
Respeitar os direitos das pessoas idosas
A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos - MURPI alerta para a existência de «camas fantasmas» e acusa o Governo de criar apenas a ilusão de resolução dos problemas na área da Saúde.
Em reacção à recente portaria governamental que prevê, de forma considerada «mágica», a criação de camas de internamento de duração intermédia em estruturas residenciais geridas por Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) e pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o MURPI questiona a viabilidade da medida e a sua aplicação prática. Segundo a Confederação, os próprios responsáveis destas instituições manifestaram desconhecimento sobre as condições e o modo de implementação da portaria.
O MURPI sublinha que esta situação resulta da falta de respostas públicas adequadas para uma população cada vez mais envelhecida, marcada por elevados índices de pobreza entre os idosos. Recorda ainda que as propostas apresentadas numa Petição Pública discutida na Assembleia da República, em 2025, não tiveram acolhimento da maioria parlamentar, bem como o facto de os fundos do PRR destinados à construção de equipamentos sociais não terem sido aproveitados.
Para a Confederação, a ocupação prolongada de camas hospitalares gera gastos desnecessários e compromete a saúde e a dignidade das pessoas idosas. O MURPI exige a criação urgente de uma rede pública de apoios sociais e de lares públicos, com pessoal especializado, garantindo um tratamento digno e respeitador dos direitos das pessoas idosas.




