Suprir as insuficiências da resposta do Governo

O PCP apresentou ontem na Assembleia da República um conjunto de propostas de alteração ao Decreto-Lei de apoio às vítimas das recentes tempestades, visando superar as insuficiências da resposta apresentada pelo Governo, de apenas 2,5 mil milhões de euros.

A resposta do Governo às tempestades foi tardia e insuficiente

O PCP propõe, nomeadamente:

  • garantir o pagamento dos salários a 100 por cento a todos os trabalhadores;

  • assegurar o pagamento aos trabalhadores independentes – de 1,5 IAS por pessoa até 3 IAS por família;

  • protecção social dos sócios-gerentes – apoios entre 1,5 e 3 IAS;

  • reforço da Autoridade para as Condições de Trabalho para garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores;

  • prorrogação extraordinária de prestações sociais;

  • apoio psico-social às populações atingidas;

  • aumento em 100 por cento do subsídio diário para os bombeiros envolvidos no socorro às populações;

  • 20 mil euros para a recuperação de habitações (10 mil pela parte do Governo);

  • 500 milhões de euros para apoios a fundo perdido para as empresas de 25 por cento das perdas não cobertas pelos seguros, para a reposição da capacidade produtiva;

  • 80 milhões de euros para a reposição da capacidade produtiva na agricultura/floresta (40 milhões da parte do Governo);

  • apoios à perda de rendimentos dos agricultores – 15 mil euros (10 mil da parte do Governo) – em regime simplificado e apoios mais amplos calculados na base dos rendimentos obtidos no ano anterior;

  • apoios ao sector da pesca;

  • combate à especulação e açambarcamento de materiais de construção civil;

  • apoios de 750 milhões de euros para as autarquias (250 milhões da parte do Governo);

  • apoios à recuperação de património cultural de 50 milhões de euros (face aos 20 milhões propostos pelo Governo);

  • reforço do número de trabalhadores do Estado;

  • apoio à recuperação das instalações e equipamentos das instituições sem fins lucrativos em 50 milhões de euros;

  • recuperação do edificado dos serviços, infra-estruturas e equipamentos públicos, com 600 milhões de euros para as Infra-estruturas de Portugal (IP);

  • roaming nacional nas comunicações;

  • auditoria às infra-estruturas críticas;

  • caracterização e prevenção de riscos naturais e fenómenos extremos.

Nota: O Indexante de Apoios Sociais (IAS) está fixado, este ano, em 537,13 euros.

 



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