O Avante! faz 95 anos e tem o futuro à sua frente


O Avante! é, desde há 95 anos, o órgão central do PCP, dando voz a tantas batalhas travadas pela liberdade e a democracia, pelos direitos dos trabalhadores, do povo, das mulheres, da juventude, em solidariedade com os povos em luta contra o fascismo, o imperialismo e a guerra. Fê-lo sempre: nas duras condições do fascismo, com tantos dos seus obreiros a pagarem por isso um pesado preço; no exaltante período revolucionário, impulsionando as mais avançadas conquistas de Abril; e daí para cá, resistindo à contra-revolução, defendendo cada um dos direitos alcançados, apontando a possibilidade e a viabilidade de derrotar a política de direita e de construir um rumo diferente.

Mas se a história do Avante! (como a do Partido) é heróica, as suas páginas mais gloriosas, confiamos, estão ainda por ser escritas. Na situação internacional complexa e instável em que vivemos e num País marcado pelo avanço do processo contra-revolucionário, com o crescente domínio do grande capital, é fundamental a existência de um jornal como o Avante!, capaz de dar combate à poderosa ofensiva ideológica movida não só contra o PCP, mas também contra os direitos dos trabalhadores e dos povos, contra os valores da democracia, da igualdade, do progresso e justiça social e da paz – uma ofensiva que não sendo nova, conhece no nosso tempo uma particular intensidade e meios extraordinários de difusão.

Na luta contra o pacote laboral, o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, o agravamento da situação na habitação, a disseminação de forças e projectos reaccionários, o Avante! assume um papel determinante no esclarecimento e mobilização dos comunistas e de tantos outros democratas e patriotas. Como assumirá certamente na derrota da política de direita e na construção de uma alternativa de soberania, desenvolvimento e justiça social – inserida na luta mais geral por uma Democracia Avançada que coloque os Valores de Abril no futuro de Portugal, o socialismo e o comunismo.

 

Informação diferente da que é toda igual – e que urge levar mais longe

O Avante! é o órgão central do PCP e, como tal, promove a formação ideológica de quadros e militantes, qualifica a militância, fomenta a unidade e constitui potencialmente um factor de alargamento do prestígio e influência do Partido.

Mas é mais do que isso. É também o único jornal de expressão nacional a não estar nas mãos dos grupos económicos nem se encontrar submetido aos seus interesses. Um jornal que acompanha a actualidade do País e do mundo da perspectiva dos trabalhadores e dos povos, dos seus direitos, aspirações e lutas, que noticia o que outros ocultam, que desmonta narrativas dominantes. No actual panorama mediático, ler o Avante! é um acto de resistência contra a desinformação, uma afirmação de liberdade e de defesa de muitos direitos que a Constituição consagra, desde logo o direito a ser informado.

São hoje muitos os que procuram uma informação diferente da que é toda igual – uma informação como a que o Avante! apresenta todas as semanas: combativa, mas sem gritaria; centrada no que realmente afecta a maioria da população e não na superficialidade; rigorosa e profunda, em contraste absoluto com o nivelamento por baixo que marca hoje a generalidade da comunicação social.

Mas não chega constatar o potencial de alargamento do Avante!, é necessário que ele chegue mais longe: a mais militantes e simpatizantes do Partido, aos trabalhadores, aos democratas e patriotas, à juventude – onde é o seu lugar. E cabe ao Partido, com a sua organização e os seus meios próprios, consegui-lo.

Tornar o Avante! cada vez melhor e mais apelativo, alargar a rede de difusores, criar novas ADE, listar potenciais leitores, ter o Avante! mais presente nas iniciativas e reuniões do Partido, promover com mais frequência e audácia bancas junto a empresas e locais de trabalho, terminais de transporte, feiras, ruas, escolas, praias, são a forma de o fazer. Sem passes de magia, mas com todo o empenho e determinação.

Anexos:



Mais artigos de: Em Destaque

PCP questiona Governo sobre respostas às intempéries e exige medidas urgentes

O Grupo Parlamentar do PCP dirigiu, a 5 de Fevereiro, um conjunto de perguntas ao Governo sobre as medidas urgentes para responder às consequências da sucessão de intempéries que têm atingido o País, com particular incidência na região Centro. Nesse dia, o Secretário-Geral comunista, Paulo Raimundo, deslocou-se ao concelho da Marinha Grande, onde classificou a situação provocada pela depressão Kristin como uma «imagem desoladora», comparando-a a um cenário de guerra.