Derrota de Ventura é vitória de um povo que não descansa
Paulo Raimundo reagiu, no CT Vitória, Lisboa, na noite de dia 9, aos resultados da segunda volta das presidenciais: a derrota do «projecto reaccionário e retrógrado» de Ventura e a eleição de Seguro.
«Grande notícia do dia» é a rejeição de Ventura
«O PCP saúda todos quantos impediram, com o seu voto, que André Ventura se instalasse na Presidência da República. Alguém que assume uma agenda ditada por critérios e concepções reaccionárias, retrógradas e antidemocráticas, em confronto com a Constituição, compromisso com a política de direita, partilha das opções do actual Governo e apoio aos interesses do grande capital», sublinhou o Secretário-Geral.
O dirigente comunista considerou que a clara rejeição de Ventura é, no seu entender, «a grande notícia do dia», uma derrota que, afirmou, «tem ainda mais significado quando, ao longo dos últimos anos, as concepções do candidato têm beneficiado de uma ampla promoção».
Antes de Paulo Raimundo, pouco depois de se conhecerem as primeiras projecções dos resultados, Jorge Pires, da Comissão Política, frisou que a participação neste acto eleitoral, aproximada à da primeira volta e superior à das presidenciais de 2011, 2016 e 2021, «representa uma derrota para os que apostaram na desmotivação e desmobilização dos eleitores a partir das condições climatéricas».
Nem tudo são rosas
Apesar da derrota, nas urnas, de André Ventura, o Secretário-Geral considerou que «não deve ser desvalorizado o impacto negativo que a ampla e sistemática difusão de concepções retrógradas e reaccionárias pode ter junto de amplas camadas da população».
Cumprir a Constituição
A António José Seguro, que recebeu cerca de dois terços dos votos (ver quadro), o dirigente comunista assegurou que se impõe a fidelidade ao juramento que fará, «de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição e não de ser um suporte a uma política que a afronta todos os dias».
O PCP, garantiu, continuará a bater-se por um projecto alternativo para o País, construído a partir da luta dos trabalhadores e do povo, que se expressará, no relacionamento com o futuro Presidente, na «clara e frontal afirmação dos valores constitucionais».




