Verdade sobre a barragem de Girabolhos

A operação em curso que, recentemente, tem visado atribuir as actuais cheias no Mondego ao processo de não construção da barragem de Girabolhos, apenas pretende desviar as atenções das responsabilidades políticas de sucessivos governos do PS e PSD e CDS. Estes, salienta o PCP, adiaram investimentos e entregaram o poder de decisão aos grupos económicos privados, procurando agora desviar as atenções da resposta tardia e insuficiente do actual governo aos impactos das tempestades que têm assolado o País.

A verdadeira causa das cheias no Mondego está na ausência de uma avaliação e gestão integrada da sua bacia hidrográfica, da manutenção e investimento no sistema de diques existente e, sobretudo, no facto de não se ter concluído o conjunto de obras do chamado Empreendimento Hidroagrícola do Mondego, que o PCP tem vindo a propor de forma sistemática e ao longo de décadas (incluindo na discussão do Orçamento do Estado para 2026 e que foi chumbada pelo PSD e PS.

A decisão da Endesa de suspender a construção da barragem de Girabolhos (tomada em 2016), apenas confirma que o País não pode deixar nas mãos de grupos económicos privados a decisão sobre a concretização, ou não, de infra-estruturas que o País precisa.

Sobre essa decisão, o PCP não só não se conformou, como questionou o presidente da empresa – no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas da Energia – sobre as razões que a motivaram e que futuro seria dado ao projecto da barragem.

 



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