- Nº 2726 (2026/02/26)

Por um orçamento da UE ao serviço dos povos

Europa

A proposta de Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia, assim como as propostas apresentadas pela Comissão Europeia, evidenciam opções que não respondem aos interesses e às necessidades dos povos, nem de diversos países.

LUSA

As propostas apresentadas aprofundam uma orientação que privilegia o militarismo, a escalada armamentista e a guerra, o benefício e a prossecução dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros e das grandes potências, ao mesmo tempo que fragilizam e secundarizam a chamada “coesão económica e social”, o apoio aos sectores produtivos e o investimento público em áreas sociais fundamentais.

Estas propostas visam ainda a concentração de poderes na Comissão Europeia em desfavor da soberania de cada país e das suas instituições democráticas, ao nível da aprovação, disponibilização e execução de fundos. Bem como a subordinação do orçamento comunitário aos objectivos e prioridades políticas das grandes potências e dos grupos económicos e financeiros. Defendem ainda a introdução dos chamados “impostos europeus”, que pelas regras previstas deverão ser fortemente penalizadores para países como Portugal.

Foi neste contexto que o deputado do PCP no Parlamento Europeu, João Oliveira, apresentou diversas propostas visando apontar um caminho alternativo que, no quadro de um orçamento a longo-prazo que deverá ser reforçado, coloque como prioridade a coesão económica e social e outros importantes aspectos – do apoio aos sectores produtivos à erradicação da pobreza, da resposta aos problemas da habitação ao investimento nos serviços públicos, da cooperação à paz.

 

As propostas do PCP

Das múltiplas propostas apresentadas, destaca-se: