Hospitais privados recusam melhorar
A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) recusa negociar, rever e melhorar os contratos colectivos de trabalho (CCT), que subscreveu com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e com a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT).
A acusação foi feita pelas duas estruturas da CGTP-IN, no dia 20, em Coimbra, junto ao Hospital da Luz, e no dia 23, no Porto, junto ao Hospital da CUF (na foto), para onde chamaram a comunicação social.
Com a sua recusa, a APHP pretende acabar com estes CCT e assim continuar a impor salários baixos e horários desregulados e prolongados, de 60 horas semanais, aos administrativos, auxiliares, enfermeiros e restantes trabalhadores de clínicas e hospitais privados, acusam o SEP e a FESAHT.
Este é um sector que «publicita lucros de milhões de euros» e «cobra aos seus clientes/utentes valores cada vez mais elevados». Já os trabalhadores «têm os horários mais longos e desregulados, os salários muito baixos e, na generalidade, com o salário mínimo».
Numa nota de imprensa, subscrita pelas duas estruturas sindicais, considera-se «inadmissível» o comportamento da APHP, notando que esta tem como «principais associados» os grupos CUF, Lusíadas, Luz e Trofa, os quais «recusam valorizar os trabalhadores que lhes garantem os lucros».




