Solidariedade entre Venezuela e Cuba e rejeição do «Escudo das Américas»
O Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba, com sede em Caracas, expressou o firme repúdio pela recente cimeira denominada “Escudo das Américas”, realizada nos EUA com a presença de 12 países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad y Tobago e Chile.
A organização venezuelana considerou, em comunicado de dia 8, que esse conclave «não representa os interesses dos nossos povos» e que «constitui uma nova fase da agenda de ingerência liderada por centros de poder hegemónicos». Uma agenda que, sob o disfarce da «segurança regional» e da «cooperação estratégica», procura reactivar a Doutrina Monroe, que implica o uso da força militar para exercer o controlo económico e político. Uma estratégia que, historicamente, só trouxe desestabilização, saque de recursos e erosão da soberania na América Latina e Caraíbas.
O Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba denunciou que estas iniciativas procuram converter a região num teatro de operações bélicas, contrariando a proclamação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que definiu a América Latina as Caraíbas como Zona de Paz. Advertindo igualmente que estas reuniões pretendem «cercar diplomática e militarmente os países que, como o México, Cuba e a Venezuela, decidiram percorrer o caminho da autodeterminação e do mundo multipolar».
Este Movimento venezuelano rejeita a criação de grupos de países para falsamente “legitimar” a imposição de medidas coercivas unilaterais, a falsa luta contra o narcotráfico e planos de intervenção que atentam contra a estabilidade democrática dos Estados. Face aos intentos de reeditar o «monroísmo» e a subordinação de países, o Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba ratifica o seu compromisso inquebrantável com a fraternidade profunda entre os povos de Bolívar e Martí, repudiando as estratégias de controlo estrangeiro que pretendem fracturar a integração que com tanto esforço foi construída.
«Exigimos o respeito absoluto pela Carta das Nações Unidas e o direito internacional», afirma o texto, considerando que a resposta ao “Escudo das Américas” da opressão será o escudo da solidariedade, da consciência e da resistência.




