2013 – Palácio Golestan, em Teerão, é Património Mundial
«O sumptuoso Palácio Golestan é uma obra-prima da era Qajar, que incorpora a bem sucedida integração das artes e arquitectura persas tradicionais com influências ocidentais.» Assim descreve a UNESCO, que o classificou em 2013 como Património Mundial da Humanidade. O palácio murado tornou-se a sede do governo da família Qajar, que assumiu o poder na Pérsia em 1779 e transformou Teerão na sua capital. Construído em redor de um jardim com lagos e zonas verdes, as suas características mais marcantes e a riqueza ornamental datam do século XIX, tornando-se então um centro das artes e da arquitectura Qajar e fonte de inspiração para artistas e arquitectos iranianos até aos nossos dias. Segundo a UNESCO, representa um novo estilo que incorpora as artes e ofícios tradicionais persas com elementos da arquitetura e tecnologia do século XVIII.
Nos primeiros dias da actual agressão dos EUA e de Israel contra o Irão, o palácio foi atingido pelos bombardeamentos, sofrendo graves danos: janelas, portas e espelhos foram atingidos pelas ondas de choque desencadeadas pelas explosões. A UNESCO já manifestou preocupação com a protecção do património no Médio Oriente fruto da recente agressão norte-americana e israelita. Só o Irão possui 27 sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO, 2 naturais e 25 culturais.




