539 a.C. - Ciro, o Grande, da Pérsia, liberta os hebreus da Babilónia
Em plena agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irão, lembramos um episódio curioso – e muito antigo – que liga hebreus e persas. Em 539 a.C., o rei Ciro II da Pérsia (que a história regista como Ciro, o Grande) conquistou a Babilónia e libertou os judeus que para ali tinham sido levados, décadas antes, por Nabucodonosor II. Mas fez mais do que isso: permitiu-lhes regressar a Jerusalém e reconstruir o Templo, havendo fontes que garantem até ter contribuído financeiramente para essa reconstrução.
Por este facto, Ciro, o Grande é o único rei estrangeiro – significando neste contexto não judeu – a ser explicitamente chamado de Messias (mashiach, “ungido” em hebraico) no Antigo Testamento, que o menciona 23 vezes pelo nome, a que se somam várias outras referências indirectas. No Livro de Isaías, capítulo 45:1, Deus destaca Ciro como um instrumento divino para cumprir propósitos específicos, mesmo não sendo crente daquela Religião. Ao contrário de outros conquistadores do seu tempo, Ciro, o Grande é reconhecido pela sua tolerância para com os costumes e religiões dos povos conquistados.
O túmulo de Ciro, o Grande, está localizado em Pasárgada, no Irão, antiga capital do Império Aqueménida. Tem dois andares, base de seis degraus e câmara com tecto de duas águas. Está classificado como Património Mundial da UNESCO.




