Direita anda para trás no direito à auto-determinação
PSD, CH e CDS aprovaram alterações legislativas que fazem «andar para trás» o direito à auto-determinação e mudança de sexo, designadamente entre os jovens. Estes partidos, afirmou Paula Santos no dia 19, «escolhem a exclusão e a ostracização em vez da igualdade e do respeito por todos».
As propostas da direita, afirmou, reintroduzem concepções «ultrapassadas», como a obrigatoriedade de um relatório médico para a mudança de sexo, contrariando a evolução do conhecimento científico «no sentido da despatologização da disforia de género».
A deputada assinalou que a lei actual «trouxe o reconhecimento da identidade de cada um», ao permitir a mudança de sexo e nome sem intervenção cirúrgica. Voltar atrás neste direito, que fica, na prática, impossibilitado aos jovens, seria um retrocesso. «Muitas crianças e jovens vivem num corpo com o qual não se identificam», lembrou, o que gera isolamento e graves problemas de saúde mental (incluindo tentativas de suicídio).
A deputada sublinhou que, hoje, «há crianças e jovens que iniciaram um processo de transição, estão integradas nas escolas, têm uma relação social saudável, estão a conseguir trilhar um caminho que lhes dá confiança para o futuro».




