Luta contra a “reforma das pensões” continua na Bélgica
À semelhança do que se passa em Portugal, relativamente ao pacote laboral, também na Bélgica a luta dos trabalhadores e do povo já rejeitou as intenções do governo de coligação, liderado por Bart De Wever, de atacar salários, pensões e direitos laborais. No entanto, apesar dos recuos já impostos ao governo pela luta, falta que a proposta do governo seja definitivamente retirada.
Foi precisamente com esse objectivo que, a 12 de Março, milhares de trabalhadores se manifestaram em Bruxelas, convocados por três centrais sindicais e cerca de 30 organizações de várias áreas de intervenção. Para além das questões relacionadas com a Segurança Social, protestaram também contra a degradação das condições de trabalho e a indexação do valor dos salários, que sobretudo num quadro de acelerada carestia de vida significa uma perda considerável do poder de compra. Exigiram também mais justiça fiscal.
O Partido do Trabalho da Bélgica (PTB) realça o facto do governo ter já sido forçado a recuar em várias matérias por pressão da luta, iniciada em Novembro de 2024, ainda antes da formação do governo de coligação, mal foram anunciados os moldes da denominada “reforma”. Em 2025 foram 13 os dias de luta nacionais e já este ano, em Janeiro e Fevereiro, houve greves que afectaram particularmente sectores-chave, como os transportes.




