CPPME e sector do táxi alertam para impacto preços dos combustíveis
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) e a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) alertam para o agravamento dos custos associados aos combustíveis e defendem medidas urgentes para evitar consequências económicas mais profundas.
Em comunicado, a CPPME considera que a escalada dos preços, associada ao conflito no Irão envolvendo Israel e os Estados Unidos da América, está a ser agravada por comportamentos especulativos, levando os combustíveis a valores «nunca vistos». A confederação sustenta que os preços actuais não se justificam face ao custo das matérias-primas adquiridas antes do conflito, denunciando o impacto no custo de vida e na actividade económica.
Para travar uma possível crise económica, a CPPME exige ao Governo o controlo e fixação de preços nos combustíveis, gás, electricidade e cabaz alimentar, bem como medidas de mitigação das taxas de juro e apoios imediatos à liquidez das PME. Defende ainda uma coordenação nacional e europeia e o reforço dos incentivos à eficiência energética. A organização critica a insuficiência das medidas adoptadas, defendendo uma redução dos chamados «custos de contexto» para empresas e população.
Também a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) considera insuficientes os apoios anunciados pelo Governo para mitigar o aumento dos combustíveis. Segundo a FPT, as empresas do sector operam com tarifas fixas que não acompanham o aumento dos custos operacionais, como combustível, manutenção e trabalho, colocando em risco a sustentabilidade económica da actividade e a continuidade do serviço público do táxi em várias regiões. A federação defende o reforço urgente dos apoios e a criação de um regime de «combustível profissional» específico para o sector, com carácter estrutural, de forma a garantir a mobilidade das populações e a viabilidade das empresas.
Agricultores exigem medidas
Uma vez que o preço do gasóleo agrícola não pára de subir desde o início da guerra no Irão, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) apresentou ao Governo um conjunto de propostas que vão desde a equivalência nas medidas de apoio previstas para as restantes actividades económicas até ao combate à especulação dos preços, quer nos factores de produção, quer nos restantes agentes da fileira, de forma a impedir aproveitamentos da situação para a maximização de lucros. «As medidas têm de chegar a todos os agricultores, principalmente à Agricultura Familiar», defende a CNA.




